O Open Finance brasileiro registrava 208,79 milhões de consentimentos ativos em 31 de julho de 2026, segundo o dashboard oficial do ecossistema. O número é o pano de fundo de um painel do Febraban Tech realizado em 26 de agosto, que discutiu governança, interoperabilidade e assimetrias entre os participantes.
No recorte de consentimentos únicos, os dados atualizados em 13 de agosto de 2026 apontavam 129,78 milhões de pessoas físicas e 1,80 milhão de pessoas jurídicas na frente de transmissão, além de 138,46 milhões de pessoas físicas e 1,95 milhão de pessoas jurídicas na recepção. Em dados abertos, o painel de chamadas de API marcava 7,14 bilhões em 3 de agosto. A iniciação de pagamentos somava 134,41 milhões de chamadas em 13 de agosto.
O Open Finance em números
| Indicador | Valor | Data |
|---|---|---|
| Consentimentos ativos | 208,79 milhões | 31/07/2026 |
| Consentimentos únicos, transmissão (PF) | 129,78 milhões | 13/08/2026 |
| Consentimentos únicos, transmissão (PJ) | 1,80 milhão | 13/08/2026 |
| Consentimentos únicos, recepção (PF) | 138,46 milhões | 13/08/2026 |
| Chamadas de API em dados abertos | 7,14 bilhões | 03/08/2026 |
| Chamadas de API na iniciação de pagamentos | 134,41 milhões | 13/08/2026 |
Dados do dashboard oficial do ecossistema. Fonte: Open Finance Brasil
Escala resolvida, responsabilização em aberto
O painel se chamou “Governança, interoperabilidade e assimetrias: os limites do Open Finance” e reuniu representantes de diferentes setores. Um dos participantes foi Thiago do Amaral Santos, sócio do Barcellos Tucunduva Advogados, que atua em tecnologia, meios de pagamento e regulação do sistema financeiro.
A leitura que ele levou ao debate é que o problema não é mais só técnico. Fazer os fluxos de dados funcionarem deixou de ser o único desafio; entram na conta previsibilidade, proporcionalidade regulatória e mecanismo claro de responsabilização entre participantes, além de rastreabilidade, resiliência cibernética, qualidade de dados e transparência dos consentimentos.
“O Open Finance já demonstrou sua capacidade de operar em escala. A próxima fase exige um ambiente eficiente, seguro e equilibrado. Isso passa por governança, mecanismos claros de responsabilização e uma leitura regulatória capaz de preservar a inovação sem comprometer a confiança do usuário e a sustentabilidade do ecossistema”, afirma Santos.








