Depois de anos montando o encanamento de dados, o Open Insurance ainda entrega pouco a quem paga seguro. Para a camara-e.net, chegou a hora de o sistema deixar de ser só troca de informação e passar a resolver problemas do consumidor, aproveitando o ano extra de prazo que a Susep acaba de conceder ao ecossistema.
As prioridades do comitê para o novo período
| Frente | O que o comitê propõe |
|---|---|
| Serviços ao consumidor | Comparação de preço e cobertura, gestão de apólices, alerta de proteção duplicada |
| SPOCs (Sociedades Processadoras de Ordem do Cliente) | Definir regras de segurança, supervisão e responsabilidade |
| Governança | Mais atores na mesa e olho na interoperabilidade |
| Consentimento | Simplificar a jornada de autorização do usuário |
| Marco regulatório | Susep prorroga o grupo de trabalho por 1 ano (Portaria nº 8.575/2026) |
Prioridades do Comitê de Inovação em Seguros da camara-e.net para o novo período do Open Insurance. Fonte: segs
Do encanamento para o balcão
A tese do grupo é simples: a parte difícil, a infraestrutura tecnológica, já roda. O salto seguinte seria tirar valor das APIs e colocar produtos na mão do segurado. Entre os exemplos citados estão apps que cruzam preço e cobertura entre seguradoras, painéis que reúnem as apólices num só lugar e avisos que apontam contratos com proteção repetida, ajudando o cliente a enxergar sobreposições e cortar gasto.
Manuel Matos, coordenador do Comitê de Inovação em Seguros da camara-e.net, resume assim a virada de chave: “O Open Insurance precisa sair da lógica de infraestrutura de compartilhamento de dados e avançar para a oferta de serviços que resolvam problemas concretos do consumidor. O indicador de sucesso não será a quantidade de APIs disponíveis, mas o uso que será feito desses dados para facilitar comparações, reduzir custos e ampliar o acesso a produtos”.








