A OpenAI lançou plugins do Codex feitos para banco de investimento e gestoras de equity, com dados de Moody’s, FactSet, S&P, PitchBook e Hebbia. O movimento ocorre menos de um mês depois de a Anthropic colocar 10 agentes de IA dedicados a finanças em produção em JPMorgan, Goldman Sachs e Citi.
A rota de colisão com a Anthropic
Em 5 de maio, a Anthropic apresentou uma suíte de 10 agentes pré-construídos para serviços financeiros, divididos em dois blocos. Cinco cobrem pesquisa e atendimento de cliente: montagem de pitch deck, preparo de reunião, revisão de earnings, modelagem e market research. Outros cinco cobrem finance e operações: revisão de valuation, conciliação de razão geral, fechamento mensal, auditoria de demonstrações e KYC. A empresa já tem o Claude em produção em JPMorgan, Goldman Sachs, Citi, AIG e Visa.
Preparar pitch material, analisar comparáveis e transformar diligence em recomendação
“trusted data” (parceiros não nomeados)
Descrição literal dos dois plugins de finance do Codex. Fonte: Finextra
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Codex chega a 5 milhões de usuários por semana
A plataforma acumula mais de 5 milhões de usuários ativos por semana, seis vezes o patamar de fevereiro, quando o app desktop foi liberado. Desenvolvedores ainda são maioria, mas knowledge workers já respondem por cerca de 20% da base e crescem três vezes mais rápido. O movimento de hoje inclui plugins de sales, data analytics, creative production e product design, somados aos dois de finance. OpenAI já antecipou que virão versões para corporate finance, private equity, marketing strategy, strategy consulting e legal.
Em paralelo, a empresa avança em finanças pessoais. Em maio, a OpenAI prévia uma integração com a Plaid no ChatGPT, que conecta contas bancárias e permite perguntas sobre gastos, planejamento e análise de fluxo de caixa.
O que observar
A disputa entre os dois maiores laboratórios de IA pela rotina de bancos e gestoras saiu da camada de modelo e se concentra agora em quem entrega o agente pronto para a tarefa do analista. Provedores de dados financeiros estruturados ganham um novo canal de distribuição, no qual passam a competir não pela tela do terminal, mas pela qualidade do output do agente que consome essas fontes. Para fintechs que se posicionavam como camada de research assistido por IA, o reenquadramento é direto: a função que vendiam como produto vira plugin nativo da plataforma de uso geral.
Vale acompanhar como bancos globais que já têm acordo de produção com um dos dois laboratórios reagem ao plugin do concorrente, e se cresce a tendência de contratos não-exclusivos com ambos. O próximo marco é a chegada anunciada dos plugins de corporate finance e private equity, que devem competir diretamente com agentes equivalentes já em uso no buy-side.