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OpenAI compra Ona e expande Codex para bancos

A OpenAI vai comprar a Ona para o Codex rodar tarefas autônomas por dias na nuvem. O agente de IA já passou de 5 milhões de usuários e avança sobre bancos.

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· 3 min

Atualizado em

Foto: Reprodução

A OpenAI anunciou que vai comprar a Ona, provedora de execução e orquestração segura em nuvem, para ampliar o Codex, seu agente de IA para programação. Com a tecnologia, o Codex poderá assumir tarefas que levam horas ou dias sem ficar preso a um único computador ou sessão ativa.

O que a Ona muda no Codex

A Ona, antes conhecida como Gitpod, oferece ambientes isolados em nuvem onde agentes de IA acessam as ferramentas, sistemas e contexto necessários para concluir o trabalho, com logs de auditoria e controles de nível empresarial. Na prática, o usuário poderá delegar um trabalho ao Codex e acompanhá-lo de qualquer celular, tablet ou laptop, enquanto o agente segue executando no ambiente seguro da empresa.

“A Ona vai nos ajudar a tornar o Codex mais fácil de implantar com segurança em fluxos de produção para clientes que operam nos mais altos padrões de confiança e escala”, disse Thibault Sottiaux, líder de produtos centrais da OpenAI, em tradução livre. Para Johannes Landgraf, cofundador e CEO da Ona, a operação dá à empresa uma escala de pesquisa e distribuição que não alcançaria sozinha. O negócio ainda depende de aprovações regulatórias e das condições usuais de fechamento.

Codex em números

Métrica Valor
Usuários + de 5 milhões
Crescimento no ano +400%
Não-desenvolvedores ~20% dos usuários
Ritmo dos não-devs 3x mais rápido que devs

Uso do Codex em 2026. Fonte: PYMNTS

Codex avança sobre o trabalho de bancos e finanças

O Codex já passou de 5 milhões de usuários, alta de 400% desde o início do ano, e deixou de ser ferramenta só de desenvolvedores. Cerca de 20% dos usuários são não-programadores, incluindo analistas, investidores e bancários, grupo que cresce mais de três vezes mais rápido que o de engenheiros de software. A OpenAI vem liberando plugins do agente para áreas como investimento em ações, bancos e vendas, com planos para finanças corporativas, e já levou o Codex para dentro de instituições financeiras.

A aposta no público corporativo aparece nos números da própria empresa. A diretora financeira da OpenAI, Sarah Friar, disse à CNBC em janeiro de 2026 que espera que a fatia de clientes corporativos no negócio da companhia suba de 40% para 50% até o fim do ano. A capacidade de rodar agentes por longos períodos em ambientes auditáveis é justamente o que destrava esse tipo de cliente, que opera sob exigências de segurança e conformidade.

O que observar

A combinação de execução autônoma prolongada com ambientes de nuvem controlados muda o perfil de quem pode adotar agentes de IA em produção. Setores regulados, como o financeiro, são os mais sensíveis a rastreabilidade, controle de acesso e auditoria, e tendem a ser o teste real para essa nova geração de agentes. Vale acompanhar se a promessa de delegar tarefas de horas ou dias se sustenta quando o agente precisa operar sob trilhas de auditoria e aprovação humana.

A migração de usuários não-técnicos também levanta uma questão operacional. Se analistas e profissionais de finanças passam a acionar agentes que escrevem e executam código, cresce a pressão por governança sobre o que esses agentes podem tocar dentro da infraestrutura da empresa. A pergunta que fica é se as áreas de risco e tecnologia conseguem acompanhar a velocidade de adoção sem abrir brechas de controle.

Fontes: PYMNTSSiliconANGLEThe Tech Portal

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