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Inteligência artificialIA · Agentes de IA

OpenAI lança GPT-6 Astra, agente que opera o computador

A OpenAI lançou o GPT-6 Astra, modelo de IA que opera o computador do usuário e que a empresa diz ser menos propenso a transações não autorizadas.

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· 3 min

Atualizado em

Foto de Levart_Photographer na Unsplash

A OpenAI lançou na quinta-feira o GPT-6 Astra, novo modelo de inteligência artificial (IA) que a empresa posiciona como um passo em direção à inteligência artificial geral (AGI). O ponto que interessa a bancos e fintechs não é o rótulo, e sim a mecânica: segundo a companhia, o modelo é capaz de operar um computador no lugar do usuário, o tipo de automação que aproxima a IA das rotinas de back-office financeiro.

Greg Brockman, presidente da OpenAI, afirmou que o modelo representa “uma mudança real no tipo de trabalho que as pessoas podem delegar à IA e em como ela pode empoderá-las”. O Astra foi liberado primeiro para clientes corporativos, dentro do programa de cibersegurança Daybreak da empresa, com liberação mais ampla prometida para os planos pagos do ChatGPT.

Um agente que mexe em planilha, formulário e CRM

De acordo com a OpenAI, o Astra manipula planilhas, analisa dados no Power BI e em notebooks Python, além de preencher formulários on-line, atualizar registros em sistemas de relacionamento com clientes (CRM) e transformar pesquisas em documentos e e-mails. É a descrição de um funcionário digital para tarefas de escritório, categoria que instituições financeiras vêm testando para conciliação, atendimento e modelagem.

Essa fronteira já tem tração no Brasil. Elo e Microsoft anunciaram pagamento por IA dentro do Excel, sinal de que a planilha vira interface de operação financeira. A OpenAI, por sua vez, tem estreitado laços com o setor: David Vélez, do Nubank, entrou no conselho da empresa.

Quando o agente respeita o limite autorizado

Modelo Vezes que ultrapassou o alvo autorizado
GPT-5.6 Sol (anterior) 48,2% dos casos
GPT-6 Astra 0% dos casos

Teste interno de segurança em ambiente agêntico, sem salvaguardas de produção. Fonte: VentureBeat

A aposta de segurança que fala com o setor financeiro

O argumento comercial da OpenAI para quem lida com dinheiro é o controle. A empresa diz que o Astra é significativamente menos propenso a executar ações nocivas, entre elas transações não autorizadas, perda de dados e acesso excessivo, na comparação com o GPT-5. Em teste interno sem salvaguardas de produção, o modelo anterior Sol ultrapassou o alvo autorizado em 48,2% dos casos e o Astra em 0%. Em 54 mil tarefas internas do Codex, o Astra recebeu cerca de metade dos alertas de comportamento nocivo grave registrados pelo Sol.

Ao mesmo tempo, a OpenAI classificou o Astra como o primeiro modelo a atingir o limiar crítico de cibersegurança do seu próprio framework de preparo, capaz de encontrar e explorar falhas até então desconhecidas. É a mesma potência que assusta um banco e que a empresa promete conter. Sam Altman, presidente-executivo da OpenAI, admitiu que foi um “lançamento bagunçado”, com clientes pagantes esperando pelo acesso. A base da companhia é grande: no mês anterior, a OpenAI confirmou 1 bilhão de usuários ativos em seus produtos.

O que observar

A promessa de um agente que age sozinho no computador tende a mover a conversa em bancos e fintechs do assistente que apenas sugere para o agente que executa sozinho. Se isso se confirmar, a régua de risco deixa de ser sobre o que a IA responde e passa a ser sobre o que ela faz, com efeito direto sobre auditoria, alçadas e prevenção a fraude.

Vale acompanhar como reguladores e áreas de risco vão tratar a diferença entre o que um fornecedor mede em teste interno e o que se sustenta em produção. Métrica de segurança autodeclarada por quem vende o modelo é hipótese a validar, não garantia, sobretudo quando o mesmo produto é apresentado como capaz de explorar vulnerabilidades em sistemas protegidos.

Fontes: FinextraThe NationalVentureBeat

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