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Pagaleve recebe licença de instituição de pagamento do BC

A fintech de parcelamento via Pix recebeu do Banco Central autorização como instituição de pagamento, nas modalidades de emissor pós-pago e ITP.

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· 3 min

Atualizado em

CEO da Pagaleve, Henrique Weaver. Foto: Divulgação

A Pagaleve, que divide em parcelas as compras pagas no Pix, entrou para o grupo de empresas reguladas pelo Banco Central. O órgão aprovou a companhia como instituição de pagamento (IP). Pela leitura da própria empresa, o cliente não deve sentir diferença no uso do dia a dia.

O aval cobre duas frentes. Uma delas mira a iniciação de pagamentos, peça que sustenta o modelo de “compre agora, pague depois” (BNPL); a outra formaliza a emissão do crédito pós-pago que a fintech já oferecia (ver quadro).

Autorização da Pagaleve como instituição de pagamento

Item Detalhe
Modalidade 1 Emissor de instrumento pós-pago
Modalidade 2 Iniciador de Transação de Pagamento (ITP)
Pedido de autorização Junho de 2025
Aval do Banco Central Setembro de 2026

Fonte: Valor Econômico

O que muda com a licença

Antes do aval, a companhia já emitia instrumento pós-pago, só que sem carimbo do regulador: o volume de operações a isentava da exigência. O protocolo do pedido foi feito em junho de 2025, meses antes de o BC reescrever as regras e passar a cobrar registro de todos os emissores, sem olhar o tamanho da operação. As obrigações que pesam sobre uma casa regulada, do piso de capital à estrutura de governança e aos mecanismos de controle interno, a empresa diz que já cumpria mesmo sem a licença na mão.

A diferença mais concreta aparece justamente na iniciação de pagamentos, uma das duas frentes do aval. Até agora, a Pagaleve dependia de um parceiro para executar essa etapa, e a autorização abre a possibilidade de assumi-la sozinha. “A diferença é que, agora, não precisamos mais de um parceiro para fazer isso, conseguimos fazer por conta própria”, explicou Henrique Weaver, CEO da Pagaleve.

Autonomia que ainda não foi acionada

Apesar da nova capacidade, a companhia sinaliza que pretende manter o parceiro na iniciação de pagamentos por enquanto. “Só vamos, de fato, virar a chave e começar a fazer sem o auxílio de parceiro, quando estivermos executando uma solução que é igual ou melhor do que conseguiríamos dele”, disse Weaver. O ganho imediato, segundo ele, é margem para experimentação: “Temos uma agenda evolutiva de novas funcionalidades que estamos, continuamente, implementando, tanto para o lado do parceiro varejista, quanto para o lado do consumidor.” A fintech também aparece no ecossistema de parcelamento via Pix ao lado de grandes bancos, como no acordo com o Banco do Brasil no checkout.

O que observar

A autorização recoloca as fintechs de parcelamento no perímetro regulado do sistema de pagamentos, movimento que outras companhias também vêm trilhando ao obter a mesma licença junto ao BC. Vale acompanhar se o regulador manterá o ritmo de aprovações agora que a exigência independe da volumetria, e se players que antes eram dispensados passarão a operar sob capital mínimo, governança e controles internos padronizados. No caso da iniciação de pagamentos, o ponto a observar é quando, e se, as empresas que ganharam a licença deixarão de depender de parceiros para atuar por conta própria. A resposta dirá se a autorização é mudança de fato na estrutura de operação ou apenas enquadramento formal de algo que já rodava.

Fontes: Valor EconômicoLet’s MoneyLet’s Money

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