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Pix internacionalInternacional · PagBrasil

PagBrasil expande Pix no Chile com 1.000 novas maquininhas

PagBrasil instalou mais de mil maquininhas no Chile e levou o Pix internacional a esqui e hotéis, projetando movimentar US$ 10 milhões no inverno.

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· 3 min

Atualizado em

A PagBrasil vai reforçar sua operação de Pix internacional no Chile com mais de 1.000 novas maquininhas reservadas para a temporada de inverno. Em parceria com a chilena VirtualPOS, a fintech brasileira levou a solução a centros de esqui, hotéis, restaurantes e transporte, e projeta multiplicar por dez o volume de transações até setembro.

Pix no Chile: inverno 2025 x projeção 2026

Indicador Número
Volume processado (inverno 2025) cerca de US$ 1 milhão
Projeção (inverno 2026) cerca de US$ 10 milhões
Terminais de pagamento novos mais de 1.000
Novos públicos turistas argentinos e paraguaios

Operação de Pix internacional da PagBrasil e VirtualPOS no Chile. Fonte: Fintechile

Do câmbio ao pé da montanha

Lançada há um ano, a solução de Pix para pagamentos internacionais deixa o turista pagar no comércio chileno lendo um QR code pelo próprio app do banco. O valor aparece em pesos chilenos, mas o consumidor visualiza o equivalente na sua moeda antes de confirmar, com a conversão feita em tempo real, enquanto o lojista recebe a liquidação diretamente em pesos. A empresa já havia estendido o Pix a turistas argentinos com apoio da Coelsa e, mais recentemente, entrou no mercado de câmbio com aval do Banco Central.

Para esta temporada, a VirtualPOS reservou mais de mil terminais e ampliou a aceitação a hotéis, restaurantes, transporte e a dois dos principais centros de esqui de Santiago, onde o Pix passa a valer para ingressos, alimentação e hospedagem. “Para os estabelecimentos chilenos, o Pix para pagamentos internacionais representa uma oportunidade de ampliar o volume de vendas. Ao eliminar barreiras de pagamento, os turistas podem continuar comprando sem depender de dinheiro em espécie ou do limite disponível em seus cartões”, disse Ralf Germer, CEO e cofundador da PagBrasil.

A aposta na temporada de neve se soma a um plano de escala maior: a companhia projeta movimentar US$ 600 milhões em Pix internacional no primeiro ano de operação. No Chile, a promessa é levar o pagamento por QR code a praticamente cada etapa da viagem, dos aeroportos às estações de esqui.

O que observar

O movimento testa uma tese específica: usar o Pix como alternativa a bandeiras de cartão e a casas de câmbio no turismo entre países vizinhos. O argumento de vendas é direto, já que o turista paga na própria moeda, sem depender de limite de cartão nem de dinheiro em espécie. A pergunta operacional é de conversão e recorrência. Multiplicar por dez o volume em uma única temporada depende menos da tecnologia e mais da densidade de estabelecimentos que aceitam o método e do hábito do viajante de sacar o celular em vez do cartão.

Vale acompanhar também a resposta dos incumbentes. Cada compra migrada para pagamento instantâneo por QR code é uma transação que deixa de passar pelo trilho de cartão e pela conversão cambial tradicional, segmentos com margem relevante no turismo internacional. Se a temporada de inverno confirmar a projeção, o teste seguinte será se o modelo se sustenta fora do pico sazonal, quando o fluxo de turistas cai.

Fontes: O GloboFintechile

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