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Paraná conclui piloto e prepara tokenização de 1,5 milhão de veículos

Passaporte Veicular Digital registrou 3.462 carros em blockchain com Detran-PR, Tecpar e Vetrii. Próxima fase mira 180 mil tokenizações por mês.

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Atualizado em

Alf Ribeiro / Shutterstock.com

O Paraná concluiu o piloto do Passaporte Veicular Digital e prepara a tokenização em massa da frota estadual. O projeto, que registrou 3.462 veículos em blockchain, mira 1,5 milhão de unidades até o fim de 2026.

Passaporte Veicular Digital: piloto e metas

Indicador Número
Veículos tokenizados (piloto) 3.462
Chamamento público (128 municípios) 1.101
Empresas privadas 2.361
Dados enriquecidos (montadoras + bancos) 1.801
Meta mensal (expansão) 180 mil
Meta até dez/2026 1,5 milhão

Dados do encerramento do piloto em 30 de março de 2026. Fonte: Governo do Paraná

Como o projeto saiu do papel

Desenvolvido pela Vetrii em parceria com o Detran-PR e o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), o Passaporte Veicular Digital utiliza blockchain para criar uma identidade digital única vinculada ao chassi de cada veículo. O registro é imutável e rastreável ao longo de todo o ciclo de vida do automóvel.

O chamamento público foi aberto em fevereiro de 2026 e atraiu proprietários de 128 municípios paranaenses. Do lado privado, participaram do piloto Banco BV, Renault, General Motors, Geely, Zeekr, Mottu, Grupo Barigui e Grupo Valesul. Parte relevante da base, 1.801 veículos, já conta com dados enriquecidos por informações de montadoras, concessionárias e instituições financeiras.

“A utilização da blockchain garante a integridade e a rastreabilidade das informações ao longo de toda a vida útil do veículo”, disse Eduardo Marafon, diretor-presidente do Tecpar.

Tokenização escala para toda a frota

Com o piloto encerrado, um novo termo de cooperação entre Detran-PR, Tecpar e Vetrii prevê a tokenização progressiva de toda a frota do estado. A integração será automática: eventos como transferência de propriedade, mudança de município e atualização cadastral dispararão a criação do token. A projeção é atingir cerca de 180 mil veículos tokenizados por mês, ultrapassando 2 milhões por ano.

O acesso ao Passaporte Veicular Digital será gratuito para o cidadão. Nas próximas fases, será possível compartilhar dados verificados com compradores, seguradoras e instituições financeiras. A lógica é combater fraudes recorrentes no mercado de usados, como adulteração de hodômetro e omissão de sinistros, e pavimentar o caminho para produtos financeiros baseados em dados auditáveis. No ecossistema mais amplo de tokenização, consórcios bancários já testam registros compartilhados em blockchain para ativos financeiros, sinalizando que a infraestrutura digital avança em múltiplas frentes.

O que observar

O salto de 3,4 mil para 1,5 milhão de veículos em menos de nove meses é o teste real do projeto. A tokenização automática via eventos cadastrais reduz fricção para o proprietário, mas exige integração robusta entre sistemas do Detran, montadoras e instituições financeiras. Se os dados enriquecidos se confirmarem confiáveis em escala, o impacto mais imediato recai sobre financiadoras e seguradoras de veículos, que passariam a precificar risco com base em histórico verificável, não apenas em laudos presenciais.

Vale acompanhar se outros estados replicam o modelo paranaense e se o setor privado consegue converter o registro em blockchain em produtos concretos. A presença de montadoras globais no piloto sugere interesse em rastreabilidade de fábrica, mas a escala dependerá de padronização e interoperabilidade entre diferentes ecossistemas.

Fontes: TI InsideGoverno do ParanáBem Paraná

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