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PayDo lança checkout em stablecoin e integra cripto ao fiat

PayDo lança checkout em stablecoin e integra top-up, conversão e payout cripto a partir de fiat num só fluxo. Suporta USDT, USDC e quatro mais.

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· 3 min

Atualizado em

Foto: Shutterstock

A PayDo, instituição de moeda eletrônica (EMI) sediada no Reino Unido e regulada pela FCA, lançou uma nova camada de produtos cripto-to-fiat que unifica aporte em stablecoins, payout em cripto a partir de saldo em fiat e checkout para lojistas aceitarem USDT, USDC, PYUSD, FDUSD, USDG e EURC. A aposta é acabar com o vaivém entre provedores diferentes de funding, conversão e liquidação.

Nova stack cripto-to-fiat da PayDo

Feature O que faz
Crypto Checkout Merchants aceitam stablecoins online e recebem liquidação em fiat em tempo real.
Crypto Account Top-up Empresas adicionam saldo em stablecoins; conversão automática para fiat ao câmbio transparente.
Instant Crypto Payouts Pagamentos em cripto disparados a partir de saldo em fiat, sem manter balanço em ativo digital.
Stablecoins suportadas USDT, USDC, PYUSD, FDUSD, USDG, EURC.

Capacidades lançadas pela PayDo. Fonte: FF News

Como a stack cripto-fiat funciona na prática

O desenho é de um único fluxo operacional em três portas. No top-up, o cliente envia a stablecoin para um endereço estático vinculado à conta PayDo; o valor é atribuído automaticamente, convertido em fiat e refletido em tempo real. No payout, a plataforma recebe o pedido em fiat e entrega stablecoin ao destinatário em segundos, integrado à API da própria PayDo para casos como folha, pagamento a fornecedores e repasse de marketplace. No checkout, o lojista aceita stablecoin no site e recebe fiat direto na conta, com conciliação integrada.

“Businesses operating globally need simpler and more reliable ways to move between crypto and fiat. With these new capabilities, we are bringing funding, conversion, payouts and acceptance into one controlled environment, helping companies reduce operational friction and manage digital asset flows more effectively”, disse Serhii Zakharov, CEO e fundador da PayDo.

A EMI britânica já oferecia aquiring Visa e Mastercard, mais de 350 métodos alternativos de pagamento, emissão de cartões e câmbio. No início da semana, anunciou também contas de liquidação C2B para aceitar pay-by-bank com confirmação em menos de dois segundos.

Cripto-para-fiat em empresas já é realidade na América Latina

O ponto de largada da PayDo em stablecoin corporativa acompanha um movimento que escalou rápido. Pesquisa recente mostrou que o uso de stablecoins em tesouraria de empresas da América Latina saltou de 5% para 84% em dois anos, com cross-border e folha global como principais casos de uso. No Brasil, a maior parte do volume cripto já trafega em stablecoin, e o regulador tem declarado publicamente que o uso dominante é em pagamentos transfronteiriços.

A infraestrutura local também avançou. A Parfin recebeu aporte da Tether para expandir infraestrutura cripto B2B, o Bitso Business viu uso de stablecoins dobrar na América Latina e a Jeeves lançou cartão corporativo em stablecoins para Brasil e Argentina. O tema ocupa cada vez mais espaço também no podcast Let’s Money, em episódio de março de 2026 sobre aceleração de transferências globais com stablecoins, em que um operador relatou que um importador que antes esperava dez dias para liberar carga agora libera em uma hora com o arranjo fiat para USDC para fiat.

O que observar

Três pontos valem acompanhamento. Primeiro, a concorrência com EMIs e adquirentes que embarcam a mesma stack. O diferencial deixa de ser aceitar stablecoin e passa a ser aceitar stablecoin com liquidação em fiat em tempo real, conciliação automática e câmbio transparente. Quem não embarcar os três vetores vira intermediador periférico.

Segundo, a exposição a cada stablecoin. Carteiras multimoedas diluem risco regulatório, mas transferem para o merchant a decisão de qual emissor aceitar. Vale acompanhar se adquirentes começarão a oferecer listas curadas de stablecoins com rating de reserva e liquidez, ou se a responsabilidade de triagem ficará integral no lojista.

Terceiro, o reflexo no Brasil. Se plataformas globais entregarem fluxo fiat para stablecoin para fiat como commodity, bancos e adquirentes brasileiros precisam acoplar a mesma mecânica à janela local de Pix e Open Finance, sob pena de ver o pagamento cross-border migrar para o trilho estrangeiro. O Drex, quando atingir escala, entra no mesmo tabuleiro.

Fontes: FF NewsPayDoLet’s Money Podcast: Stablecoins e transferências globaisLet’s Money: Stablecoins no corporativo LatAmLet’s Money: Parfin e TetherLet’s Money: Bitso BusinessLet’s Money: Jeeves e stablecoin

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