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Amazon acerta venda de pagamentos no Oriente Médio à PayTabs

A PayTabs acertou a compra das operações de pagamentos da Amazon no Oriente Médio por US$ 100 milhões; entidade combinada mira SAR 150 bi por ano.

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· 2 min

Atualizado em

Foto de Christian Wiediger na Unsplash

A PayTabs, empresa saudita de infraestrutura de pagamentos, acertou a compra das operações de pagamentos da Amazon no Oriente Médio e Norte da África (MENA) em um acordo avaliado em US$ 100 milhões. A transação foi aprovada pelas duas partes, mas ainda não tem data de conclusão divulgada, e transfere para a compradora a Amazon Payment Services, o braço regional de pagamentos da varejista.

A transação PayTabs e Amazon Payment Services

Item Número
Valor do acordo US$ 100 milhões
Volume anual projetado (entidade combinada) Mais de SAR 150 bilhões (cerca de US$ 40 bilhões)
Alcance atual da Amazon Payment Services 9 países do MENA, mais de 3.500 empresas

Dados da transação anunciada em setembro de 2026. Fonte: Finextra

O que a PayTabs leva no negócio

Fundada pelo empresário Abdulaziz Al Jouf, a PayTabs oferece processamento de pagamentos, roteamento de transações e repasses a lojistas na região. A Amazon Payment Services, que passa a integrar essa estrutura, atua em nove países do Oriente Médio e Norte da África e atende mais de 3.500 empresas, com processamento de pagamentos online, métodos de pagamento locais, links de pagamento e parcelamento.

Juntas, as operações devem processar mais de SAR 150 bilhões (riais sauditas, cerca de US$ 40 bilhões) por ano, segundo os dados divulgados. Sobre a fase de transição, a expectativa apresentada pela Finextra é de continuidade como prioridade, com mínima disrupção durante a integração, além de onboarding mais rápido e conformidade local reforçada na operação combinada.

Consolidação de pagamentos ganha ritmo

A compra segue uma onda de consolidação na infraestrutura de pagamentos entre fronteiras, em que grandes grupos reúnem operações regionais sob uma única bandeira. A Mastercard comprou a fintech BVNK por US$ 1,8 bilhão, movimento que também concentrou tecnologia de pagamentos sob um provedor internacional de maior porte.

Do lado da Amazon, a saída das operações regionais de pagamentos convive com a aproximação de crédito às suas plataformas de varejo, como no parcelamento em até 48 meses lançado no Amazon Business com a Affirm. A varejista mantém frentes de pagamento em outras geografias enquanto transfere a operação do Oriente Médio e Norte da África para um parceiro local.

O que observar

A operação concentra ainda mais a infraestrutura de pagamentos de uma região historicamente fragmentada entre provedores e jurisdições. Para adquirentes e processadoras de menor porte, a formação de um provedor regional maior tende a elevar a barreira de escala e pode acelerar novas rodadas de fusão entre players independentes.

Vale acompanhar o cronograma de integração: acordos aprovados mas sem data de fechamento costumam esbarrar em aprovações regulatórias locais em cada mercado. Se a migração de lojistas ocorrer sem interrupção, como se projeta para a integração, o teste seguinte será a retenção da base de empresas atendidas durante a troca de plataforma.

Fontes: FinextraWAYATbreak

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