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IA nas empresasIA · inteligência artificial

Só 40,7% das empresas têm retorno com IA generativa

Estudo do TEC.Institute com a Peers, publicado pela MIT Technology Review Brasil, mostra queda do retorno entre 12 e 24 meses de adoção. Bancos lideram, com 72,7%.

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Atualizado em

Apenas 40,7% das empresas brasileiras conseguem transformar investimento em inteligência artificial generativa em resultado financeiro comprovado. O número é de estudo produzido pelo TEC.Institute em parceria com a Peers Consulting + Technology, publicado pela MIT Technology Review Brasil e divulgado em 28 de agosto de 2026.

A pesquisa, batizada de “Do piloto ao resultado: a rentabilidade da IA”, aponta que a adoção da tecnologia avançou nos últimos dois anos, mas que converter o investimento em retorno segue como um dos principais desafios das organizações.

O vale: quem relata resultado acima do esperado

Tempo de adoção Resultado acima do esperado
Menos de 6 meses 35,1%
De 12 a 24 meses 13,3%
Mais de 2 anos 39%

Dados do estudo. Fonte: Peers Consulting + Technology

O vale aparece entre 12 e 24 meses

O principal achado do estudo é uma curva de captura de valor em formato de vale. “Nas empresas com menos de seis meses de adoção de GenAI, 35,1% relatam resultados acima do esperado. Esse percentual, porém, cai para 13,3% entre aquelas com 12 a 24 meses de maturidade, antes de voltar a subir para 39% nas organizações com mais de dois anos de adoção”, explica Bruno Horta, diretor executivo da Peers Consulting + Technology.

Segundo a pesquisa, o período mais crítico coincide com o momento em que a tecnologia deixa de operar em projetos-piloto isolados e passa a exigir integração com processos, sistemas legados e governança de dados em escala.

Bancos são o segmento mais avançado

Entre as instituições financeiras pesquisadas, o segmento bancário aparece como o mais avançado: 72,7% das instituições afirmam ter superado o business case inicial de suas iniciativas de IA generativa. O estudo aponta a governança de dados como o principal desafio para os bancos sustentarem essa vantagem, à frente de temas como talentos e infraestrutura.

O diagnóstico se encontra com o que executivos do setor disseram em 27 de agosto de 2026, na Febraban Tech, quando um painel tratou de escalar IA nos bancos com governança e revisão de processo. O volume aplicado também já tem ordem de grandeza: em agosto de 2026, cálculo da PwC apontou que os bancos brasileiros põem R$ 2 bilhões em IA.

“O que separa quem lidera do restante do mercado não é o acesso à tecnologia, hoje isso está democratizado. É a capacidade de transformar a experimentação em uma competência organizacional permanente, com governança que sustenta escala em vez de freá-la. Isso é especialmente verdade em serviços financeiros, onde o custo de errar é mais alto e a exigência regulatória é maior”, avalia Horta.

Quatro perfis de maturidade

O estudo separa as empresas brasileiras em quatro grupos, na chamada Matriz Peers de Maturidade em IA: Líderes, com 40,7% da amostra, que combinam governança, mensuração e resultado; Incipientes, com 27,6%, sem mecanismos consistentes de mensuração; Disciplinados sem Tração, com 19,4%, que têm processos de governança mas ainda não geraram resultado; e Tração sem Disciplina, com 12,3%, que registram bons resultados sem metodologia formal de avaliação.

O levantamento combinou uma etapa quantitativa, com 120 respondentes majoritariamente formados por fundadores, sócios, diretores e C-levels, e 18 entrevistas qualitativas com executivos de tecnologia e dados de empresas de 12 setores. Segundo a Peers, participaram profissionais de Itaú Unibanco, Getnet, Banco do Brasil, Santander Brasil, Banco Neon, Serasa Experian, Porto Bank e Alelo, entre outras. O relatório completo, “Gerando valor com GenAI”, será apresentado no estande da Neo4j durante a Febraban Tech.

O que observar

O recorte interessa a quem toca projeto de IA em instituição financeira e precisa defender orçamento no segundo ano, exatamente onde o estudo localiza a queda. Vale acompanhar dois pontos: a base é de 120 respondentes em 12 setores, com aprofundamento em serviços financeiros, e o indicador de sucesso é declarado pela própria empresa, não auditado. O próximo sinal virá de quantas iniciativas saem do piloto e chegam a processo com governança de dados.

Fontes: Peers Consulting + TechnologyTEC.InstituteLet’s MoneyLet’s Money

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