O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, pediu publicamente que o Brasil estenda o Pix ao país vizinho. A declaração, feita em 4 de abril nas redes sociais, vem em resposta direta ao relatório anual do USTR (Representante Comercial dos EUA), que classificou o sistema como potencialmente prejudicial a empresas americanas de pagamento como Visa e Mastercard.
Pix, EUA e América Latina: a cronologia
| Quando | O que aconteceu |
|---|---|
| 2025 | Trump inclui Pix no relatório USTR e abre investigação Section 301 |
| Out/2025 | Colômbia lança Bre-B, sistema de pagamentos instantâneos inspirado no Pix |
| Mar/2026 | Lula rebate: “Ninguém vai fazer a gente mudar” |
| Abr/2026 | Petro pede que Brasil estenda Pix à Colômbia |
Fonte: Poder360
O que Petro disse e por que agora
“Peço ao Brasil que estenda o sistema Pix à Colômbia”, escreveu Petro em publicação no X. Na mesma mensagem, criticou a lista de sanções da OFAC (Office of Foreign Assets Control), do Tesouro americano, argumentando que o mecanismo “já não é uma arma contra o narcotráfico” e estaria sendo usado como instrumento de controle político. O contexto é a investigação Section 301 aberta pelo governo Trump em 2025, que acusa o Brasil de práticas discriminatórias em comércio digital e serviços de pagamentos eletrônicos. O relatório do USTR aponta que o BC criou, opera e regula o Pix, e que a obrigatoriedade de oferta para instituições com mais de 500 mil contas reduz espaço de mercado para empresas estrangeiras.
O pedido de Petro tem um detalhe relevante: a Colômbia já tem seu próprio sistema de pagamentos instantâneos. O Bre-B, lançado pelo Banco da República em outubro de 2025, foi projetado sobre bases técnicas do Pix. Integra redes como Redeban e Visionamos, com transferências gratuitas para pessoas físicas. Ainda está em fase de consolidação, sem a obrigatoriedade que impulsionou a adoção massiva do Pix no Brasil.








