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PixInternacional · EUA

Petro pede que Brasil estenda Pix à Colômbia após críticas dos EUA

Presidente colombiano defende sistema brasileiro de pagamentos e critica OFAC. Colômbia já tem o Bre-B, mas Petro quer interoperabilidade com o Pix.

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· 2 min

Atualizado em

Alexander Canas Arango / Shutterstock.com

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, pediu publicamente que o Brasil estenda o Pix ao país vizinho. A declaração, feita em 4 de abril nas redes sociais, vem em resposta direta ao relatório anual do USTR (Representante Comercial dos EUA), que classificou o sistema como potencialmente prejudicial a empresas americanas de pagamento como Visa e Mastercard.

Pix, EUA e América Latina: a cronologia

Quando O que aconteceu
2025 Trump inclui Pix no relatório USTR e abre investigação Section 301
Out/2025 Colômbia lança Bre-B, sistema de pagamentos instantâneos inspirado no Pix
Mar/2026 Lula rebate: “Ninguém vai fazer a gente mudar”
Abr/2026 Petro pede que Brasil estenda Pix à Colômbia

Fonte: Poder360

O que Petro disse e por que agora

“Peço ao Brasil que estenda o sistema Pix à Colômbia”, escreveu Petro em publicação no X. Na mesma mensagem, criticou a lista de sanções da OFAC (Office of Foreign Assets Control), do Tesouro americano, argumentando que o mecanismo “já não é uma arma contra o narcotráfico” e estaria sendo usado como instrumento de controle político. O contexto é a investigação Section 301 aberta pelo governo Trump em 2025, que acusa o Brasil de práticas discriminatórias em comércio digital e serviços de pagamentos eletrônicos. O relatório do USTR aponta que o BC criou, opera e regula o Pix, e que a obrigatoriedade de oferta para instituições com mais de 500 mil contas reduz espaço de mercado para empresas estrangeiras.

O pedido de Petro tem um detalhe relevante: a Colômbia já tem seu próprio sistema de pagamentos instantâneos. O Bre-B, lançado pelo Banco da República em outubro de 2025, foi projetado sobre bases técnicas do Pix. Integra redes como Redeban e Visionamos, com transferências gratuitas para pessoas físicas. Ainda está em fase de consolidação, sem a obrigatoriedade que impulsionou a adoção massiva do Pix no Brasil.

O que observar

O movimento de Petro transforma o Pix de política monetária doméstica em peça de geopolítica regional. A pressão americana, que começou como disputa comercial sobre espaço de mercado para bandeiras de cartão, agora provoca reações em cadeia na América Latina. Se outros países da região seguirem o caminho da Colômbia e buscarem interoperabilidade com o Pix, o sistema se consolida como infraestrutura de pagamentos regional. O Pix Internacional já avança com testes em países vizinhos.

A questão prática é se interoperabilidade real entre sistemas nacionais (Pix e Bre-B) é viável no curto prazo. Em análise no podcast Let’s Money, a leitura é de que o Pix está engolindo os demais arranjos de pagamento domésticos e que o próximo passo natural é a expansão internacional. O desafio operacional está na camada regulatória: acordos bilaterais entre bancos centrais, harmonização de regras cambiais e tratamento de IOF em pagamentos instantâneos cross-border. Vale acompanhar se o BC e o Banco da República colombiano formalizam acordo de interoperabilidade, e se a pressão americana acelera ou freia esse processo.

Fontes: Poder360InfobaeLet’s MoneyLet’s Money Podcast

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