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PF só deve concluir caso BRB-Master no 2º semestre

PF só conclui caso BRB-Master no 2º semestre, com risco de atravessar eleições, segundo Valor. STF teme uso eleitoral. 26 depoimentos pendentes.

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A Polícia Federal só deve concluir as investigações sobre o caso BRB-Master no segundo semestre, possivelmente já em meio ao calendário eleitoral. No gabinete do ministro André Mendonça, relator dos casos no STF, há preocupação de que o avanço das frentes seja instrumentalizado e atinja políticos de todos os espectros, segundo apuração do Valor.

O ritmo da investigação

O inquérito sobre o BRB é tratado pela PF como “inquérito-mãe”, por ter sido o primeiro inquérito aberto contra o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A apuração começou a partir de representação do Banco Central sobre a venda de carteiras de crédito podres de R$ 12 bilhões do Banco Master ao BRB. É a mais avançada das frentes, mas ainda assim sem prazo curto para encerramento. Apenas no escopo do BRB, os investigadores ainda devem tomar cerca de 26 depoimentos, entre eles os de Augusto Lima, dono do Banco Pleno e ex-sócio de Vorcaro, e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB. Costa foi preso em nova fase da operação Compliance Zero, em abril.

Em paralelo aos depoimentos, peritos das áreas contábil e financeira da PF vêm visitando in loco as sedes do extinto Master e do BRB para analisar como cada instituição registrou o negócio. O objetivo, segundo o Valor, é mapear onde teriam ocorrido eventuais ilegalidades no episódio que levou o BRB a um rombo sem precedentes, depois compensado por um plano de socorro do governo do Distrito Federal homologado pelo STF.

As frentes ativas da apuração

Frente O que apura
BRB (inquérito-mãe) Venda de carteiras de crédito podres de R$ 12 bi do Master ao BRB
Banco Master Compra de ações do banco por Vorcaro e supostas fraudes anteriores
Influenciadores Atuação para atacar o BC e defender o Master nas redes sociais
Milícia privada Auxiliares que atuariam para levantar informações e intimidar desafetos
Políticos Supostas propinas a Ciro Nogueira (PP-PI) e atuação de Cláudio Castro (PL) sobre R$ 3,7 bi do Rioprevidência no Master; defesas negam

Frentes ativas conforme apuração de 5/jun. Fonte: Valor

Delação do ex-presidente do BRB

Costa sinalizou interesse em fechar acordo de colaboração premiada, mas as tratativas com a PF e a PGR ainda não avançaram. Depois de preso, ele trocou a equipe de defesa e pediu ao STF transferência para delatar. No conjunto, “nem mesmo no Supremo Tribunal Federal há expectativa de que este e outros inquéritos envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro sejam concluídos antes das eleições”, afirmou o Valor. Vorcaro, por sua vez, completou em abril 1 mês desta segunda prisão e tem tentado avançar com a própria proposta de delação, ainda sem acordo fechado com a corporação. As defesas de Castro e Nogueira negam as acusações; BRB, Lima e a defesa de Costa não se pronunciaram, segundo o Valor.

O que observar

O cronograma desloca para o segundo semestre a definição de informações que podem chegar a categorias amplas de atores, de parlamentares e gestores de fundos públicos estaduais a ex-executivos de bancos. O acordo de colaboração com o ex-presidente do BRB tende a ser o marco mais imediato, já que define a profundidade do mapeamento financeiro no processo formal. Vale acompanhar se o ritmo entre o inquérito-mãe e as demais frentes se mantém simétrico, ponto que o relator no STF cita como condição para evitar contestações, e se novas operações ocorrem antes do início do período eleitoral.

Fontes: ValorAgência BrasilGazeta do Povo

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