A Polícia Federal prendeu o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, em nova fase da Operação Compliance Zero. O executivo é suspeito de não seguir práticas de governança e permitir negócios com o Banco Master sem lastro. Segundo os investigadores, Costa teria recebido pelo menos seis imóveis avaliados em R$ 146 milhões de Daniel Vorcaro, dono do Master, em troca de facilitar o esquema.
Operação Compliance Zero: nova fase
| Item | Detalhe |
|---|---|
| Presos | Paulo Henrique Costa (ex-BRB) e Daniel Monteiro (advogado do Master) |
| Mandados | 2 de prisão preventiva + 7 de busca e apreensão |
| Locais | Distrito Federal e São Paulo |
| Relator | Min. André Mendonça (STF) |
| Investigação apura | Lavagem de dinheiro e vantagens indevidas a agentes públicos |
Dados da operação. Fonte: G1
O elo entre o BRB e o Master
Costa esteve à frente do BRB a partir de 2019, indicado pelo então governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha. Sob sua gestão, o banco público conduziu a tentativa de compra do Banco Master, apresentada como alternativa para evitar a quebra da instituição privada. O Banco Central vetou a operação ao concluir que não havia viabilidade econômico-financeira e que o negócio transferiria riscos excessivos ao banco público. Costa foi afastado do cargo em novembro de 2025, durante a primeira fase da operação, quando a PF prendeu Vorcaro e outros executivos do Master.
O segundo alvo do mandado de prisão é Daniel Monteiro, advogado do Master, apontado como administrador de fundos usados para dificultar a rastreabilidade de movimentações ilícitas. A PF apura ainda se o BRB adquiriu carteiras de crédito problemáticas do Master, investigando possíveis falhas nos processos de análise e governança. Em depoimento ao STF, Costa afirmou que parte dos valores pagos ao Master não teria sido recuperada após a liquidação. O FGC condicionou eventual ajuda ao BRB à comprovação de perdas totais com o Master.








