O Pinbank captou R$ 100 milhões com um FIDC estruturado e distribuído pela XP, em um movimento que reforça a estrutura de funding da companhia e fortalece sua atuação no mercado de adquirência. A operação ocorre em meio a uma nova fase institucional da empresa, que projeta faturamento de R$ 150 milhões em 2026, alta de 50% em relação ao ano anterior.
Pinbank em números
| Indicador |
Valor |
| Captação via FIDC |
R$ 100 milhões (estruturado pela XP) |
| Volume em adquirência |
cerca de R$ 4 bilhões por ano |
| Faturamento projetado 2026 |
R$ 150 milhões (+50%) |
| Enquadramento regulatório |
Segmento S4 (BC), desde fevereiro de 2026 |
Dados informados pelo Pinbank, julho de 2026.
Funding para sustentar a adquirência
Hoje, o Pinbank movimenta cerca de R$ 4 bilhões por ano em adquirência, e a nova captação passa a ter papel estratégico para sustentar esse crescimento com mais previsibilidade, escala e capacidade de continuidade. Na prática, o FIDC amplia a robustez da operação em um cenário instável de funding, formato que vem dominando a captação de fintechs brasileiras.
“A captação com o FIDC reforça nossa capacidade de sustentar o crescimento com uma base mais sólida e previsível. É um passo importante para fortalecer nossa atuação no segmento de adquirência e dar mais consistência a uma frente que é estratégica para o nosso negócio”, afirma Felipe Negri, CEO do Pinbank.
Nova fase institucional
A operação acontece em meio a uma nova fase institucional da companhia, marcada por reposicionamento estratégico, reorganização societária e fortalecimento da área de tecnologia. A estrutura majoritária do Pinbank passa a ser formada por Ricardo Granja, Christiano Arnhold e Felipe Negri, que permanece à frente da operação como CEO. A área de tecnologia passa a operar sob liderança do novo CTO, Felipe Soares, com passagem por empresas como AME Digital, B2W e Zoop.
Um dos marcos dessa nova fase é o enquadramento do Pinbank no segmento S4 do sistema financeiro nacional, classificação estabelecida pelo Banco Central dentro do modelo de segmentação das instituições financeiras. Conquistado no início de fevereiro de 2026, o enquadramento indica que a instituição opera sob supervisão regulatória e atende a exigências formais de governança, gestão de riscos e controles operacionais definidos pelo regulador. “O avanço regulatório e a maior exigência de governança pedem instituições cada vez mais preparadas para operar com transparência, eficiência e tecnologia sólida”, afirma Negri.
Foco em setores mais previsíveis
Paralelamente, o Pinbank reorganiza seu foco de atuação, priorizando setores com maior previsibilidade operacional e aderência regulatória, como indústria, varejo estruturado e distribuição. O redirecionamento, segundo a empresa, não implica ruptura com a base atual de clientes. “O objetivo é fortalecer o relacionamento com parceiros e dar a eles o suporte necessário na aceleração da atualização de portfólio de produtos e na adaptação às mudanças regulatórias e transformações do ecossistema de pagamentos”, reforça Negri.
Fundado em 2016, o Pinbank oferece um portfólio que inclui soluções white label, Pix, adquirência direta, BaaS, eFx, emissão de cartões e crédito, e conta com mais de 140 mil contas corporates, entre clientes como Rappi, Cacau Show e Ortobom.
O que observar
Para parceiros e clientes corporativos de adquirentes de médio porte, o FIDC é o tipo de funding que sustenta antecipação de recebíveis e crescimento de carteira sem depender apenas de capital próprio. Vale acompanhar como a combinação de captação estruturada e enquadramento no segmento S4 se traduz em régua de governança exigida de instituições financeiras desse porte no mercado de pagamentos.
Fontes: Let’s Money • Let’s Money • Banco Central