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Treeal aposta em biometria por palma da mão em pagamentos

A fintech Treeal lançou a PalmBio, solução que autentica pagamentos pela leitura da palma da mão em parceria com a Tencent Cloud, para reduzir fraudes.

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· 3 min

Atualizado em

João Carlos Santos, CEO e cofundador da Treeal. Foto: Divulgação

A fintech brasileira de infraestrutura financeira Treeal trouxe ao mercado nacional a PalmBio by Treeal, solução que autentica usuários pela leitura da palma da mão em pagamentos e no acesso a ambientes de alto fluxo. Desenvolvida em parceria com a Tencent Cloud, a tecnologia dispensa portar cartões, usar o celular ou digitar senhas, e chega num momento de avanço da biometria como forma de autenticar pagamentos no país.

A proposta responde a um cenário de fraudes em alta. Segundo pesquisa do Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe) para o Observatório Febraban, os golpes mais frequentes contra brasileiros são a clonagem ou troca de cartão (45%), seguida de golpes via WhatsApp (34%), falsa central bancária (31%) e golpe do Pix (24%).

A solução PalmBio

Item Dado
Solução PalmBio by Treeal
Tecnologia leitura da palma e das veias por luz infravermelha
Parcerias Tencent Cloud e hardware da Positivo
Falsa aceitação (FAR) inferior a 0,0000001%
Falsa rejeição (FRR) 0,01%

Dados informados pela empresa. Fonte: Treeal

Como a biometria palmar funciona

A tecnologia usa luz infravermelha para identificar características da palma e das veias internas da mão. Por estarem sob a pele, esses padrões acrescentam uma camada de proteção que não depende apenas de elementos que podem ser carregados, copiados ou memorizados, o que os torna difíceis de reproduzir com fotografias comuns. A empresa afirma autenticar em milissegundos a partir dos padrões das veias humanas.

Outro componente é a detecção de mão real, mecanismo que verifica se a característica apresentada pertence a uma pessoa presente. O sistema depende de calor e fluxo sanguíneo ativo sob a pele, de modo que fotografias, reproduções artificiais ou réplicas de silicone não geram os sinais biológicos necessários para a autenticação.

“A autenticação pela palma da mão resolve gargalos operacionais históricos em ambientes físicos de grande fluxo, onde velocidade, segurança e fluidez são fatores críticos para a experiência do usuário. Ao remover a necessidade de tirar o celular do bolso, procurar o cartão na carteira ou passar por múltiplas etapas de validação, conseguimos tornar jornadas de acesso, identificação e pagamento muito mais simples, rápidas e seguras”, destaca João Carlos Santos, CEO e cofundador da Treeal.

Uma camada a mais contra fraudes

A barreira biológica ganha peso diante de crimes urbanos. Enquanto celulares e cartões físicos podem ser furtados ou roubados e usados por terceiros, a palma da mão é uma credencial pessoal e intransferível que exige a presença física e ativa do usuário. Na precisão técnica, a Treeal informa taxa de falsa aceitação inferior a 0,0000001%, ou menos de uma em um milhão, e taxa de falsa rejeição de 0,01%. O reforço da autenticação acompanha o esforço do setor contra golpes, tema de campanhas recentes de conscientização da Febraban.

Privacidade e conformidade

Segundo a Treeal e a Tencent Cloud, os dados biométricos são convertidos em modelos matemáticos e protegidos por criptografia e tokenização, sem armazenamento de imagens reais da mão. O cadastro é voluntário e feito em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). A companhia se apresenta como pioneira no Brasil e detentora de exclusividade comercial da tecnologia desenvolvida pela Tencent Cloud, com software próprio integrado ao hardware da Positivo.

O que observar

A biometria palmar interessa a quem acompanha meios de pagamento e prevenção a fraudes, sobretudo em ambientes de grande fluxo como varejo e transporte. Vale acompanhar a adesão de estabelecimentos e consumidores a uma modalidade que depende de cadastro voluntário e de hardware específico, e como o formato se posiciona ao lado de opções já em uso, do cartão por aproximação ao Pix por biometria.

Fontes: TreealObservatório FebrabanLet’s Money: Elo testa Pix por biometria sem abrir o app do banco

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