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Pix alcança 54,7% das transações no Brasil no 2º semestre de 25

Pagamento instantâneo cresceu 24,3% e movimentou 42,9 bilhões de operações. Cartões respondem por 30,4%, com débito praticamente estável.

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gustavomellossa / Shutterstock.com

O Pix respondeu por 54,7% de todas as transações de pagamento no Brasil no segundo semestre de 2025, com 42,9 bilhões de operações no período, segundo as Estatísticas de Pagamentos de Varejo divulgadas pelo Banco Central nesta terça-feira.

Pagamentos no Brasil: 2º semestre de 2025

Meio % transações Variação vs. 2024
Pix 54,7% +24,3%
Cartões (crédito + débito + pré-pago) 30,4% Crédito +9,4%; débito -0,2%
Boleto 7,6% +3,7%
Cheque 0,5% (financeiro) -18,7%

Total: 78,4 bi de transações | R$ 68,2 tri movimentados. Fonte: BC / Estatísticas de Pagamentos de Varejo

Pix puxa crescimento geral dos pagamentos

No segundo semestre de 2025, o país registrou 78,4 bilhões de transações e R$ 68,2 trilhões movimentados, crescimento de 12,9% em volume e 14,1% em valor frente ao mesmo período de 2024. O BC atribui o avanço ao crescimento de 24,3% do Pix. O valor médio por transação via Pix atingiu R$ 456, alta de 7% na comparação anual, sinalizando que o instrumento continua ganhando espaço em pagamentos de maior valor.

Enquanto isso, o mercado de cartões cresceu em crédito (+9,4%) e pré-pago (+2,2%), mas o débito ficou praticamente estável (-0,2%). O Brasil encerrou o semestre com 253,8 milhões de cartões de crédito ativos, 159,7 milhões de débito e 63,6 milhões de pré-pago. A migração de cheques para meios digitais segue acelerada: o volume de cheques caiu 18,7% no período.

Contexto geopolítico do Pix

Os dados chegam em meio à tensão entre Brasil e EUA sobre o sistema de pagamentos instantâneos. No início de abril, a Casa Branca publicou relatório apontando que o Pix cria desvantagem para empresas americanas de pagamento como Visa e Mastercard. O documento cita a obrigatoriedade de adesão ao Pix por instituições com mais de 500 mil contas. Em resposta, o diretor do BC rebateu as críticas, argumentando que os opositores do Pix defendem interesses de bandeiras de cartão.

O que observar

Com 54,7% das transações, o pagamento instantâneo concentra mais da metade dos fluxos de varejo, mas apenas 28,6% do volume financeiro, enquanto TEDs ainda respondem por 34,7% do valor movimentado. Isso indica que o Pix domina transações de menor tíquete e que a próxima fronteira de crescimento está em pagamentos de maior valor, como parcelamento e crédito. A chegada do Pix Automático e do Pix por Aproximação pode acelerar a substituição de cartões em compras recorrentes e presenciais, pressionando ainda mais a fatia dos meios tradicionais.

Fontes: O GloboFinsiders Brasil

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