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Pix AutomáticoPagamentos · Itaú

Itaú vê volume do Pix Automático saltar 281% em 2026

No Itaú, o volume do Pix Automático saltou 281% e os clientes com recorrência subiram 185% no 1º semestre de 2026, com 90% das cobranças liquidadas.

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Alf Ribeiro / Shutterstock.com

O Itaú Unibanco revelou os números do seu Pix Automático e o balanço aponta um salto no uso da cobrança recorrente. De acordo com o banco, o volume financeiro da modalidade saltou 281% na primeira metade de 2026, sobre os seis meses anteriores, e o total de pagadores que ativaram a recorrência automática cresceu 185%. A instituição projeta expansão continuada da ferramenta.

Pix Automático no Itaú

Indicador Resultado
Volume financeiro (1º sem. 2026 vs 2º sem. 2025) +281%
Clientes com recorrência autorizada +185%
Cobranças efetivamente liquidadas 90%

Dados divulgados pelo Itaú. Fonte: Exame

Por que a recorrência avança sobre o débito automático

O Pix Automático estreou em junho de 2025, criado pelo Banco Central para dar conta de pagamentos que se repetem, como mensalidades e assinaturas, a partir de uma autorização única do pagador. A modalidade completou um ano transformando os pagamentos recorrentes em 2026, e o balanço do Itaú é um dos primeiros recortes abertos por uma instituição individual.

O ganho central, segundo o banco, está em levar a cobrança automática para fora do clube das grandes empresas. No débito automático, cada companhia precisa manter convênios individuais com cada banco, o que restringe o modelo a poucos recebedores de grande porte. “O débito automático existe há muitos anos, ele funciona bem, mas é um produto muito restrito a grandes empresas. Você não vê uma academia de 200 alunos com débito automático”, afirma Angelo Russomanno, diretor de recebimentos e adquirência do Itaú Unibanco.

O que os números do Itaú mostram

Além do avanço em volume e em clientes, o banco ressalta a eficiência da nova modalidade. Entre as recorrências que passam pelo Pix Automático, o Itaú informa que 90% das cobranças acabam liquidadas, 22 pontos percentuais a mais do que o antigo débito automático entregava. “Essa talvez seja a principal notícia e ganho de valor tangível aqui”, afirmou Russomanno.

O Itaú não abriu os números absolutos da operação, o que impede dimensionar o tamanho real da carteira. Mesmo assim, o banco relata forte tração: entre quem recebe o convite para migrar, a adesão fica entre 70% e 80%. A modalidade também avança sobre os pagamentos recorrentes e atrai público sem cartão de crédito, perfil que o débito automático não alcançava.

O que observar

O avanço da recorrência automática recoloca a disputa entre meios de cobrança no centro da estratégia dos bancos. A pergunta que fica é se a alta expressiva em bases percentuais se traduz em escala absoluta relevante, já que os valores fechados ainda não foram divulgados. Vale acompanhar se prestadores de serviços recorrentes, de escolas e academias a contas de serviço, migram do débito automático para o Pix, e em que ritmo setores ainda pouco penetrados, como saúde e educação, entram na modalidade. Para o Banco Central, cada novo recorte por instituição ajuda a medir se a promessa de universalizar a cobrança recorrente sai do discurso para a rotina de pagamento das famílias.

Fontes: Valor EconômicoExameLet’s MoneyLet’s Money

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