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Varejo BancárioInternacional · Bank of America

PNC lança programa de fidelidade e segue onda de BofA e Wells Fargo

PNC lançou TotalRewards com três níveis de fidelidade baseados em saldo. BofA e Wells Fargo fazem movimento similar; tendência chega ao varejo bancário brasileiro.

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Weiss / Shutterstock.com

O PNC Bank lançou o TotalRewards, programa de fidelidade com três níveis baseados em saldo médio de US$ 25 mil a US$ 500 mil, e se junta a BofA e Wells Fargo na corrida por retenção de clientes. A tendência reflete uma virada global no varejo bancário: no Brasil, bancos digitais e incumbentes disputam com programas como Nubank Rewards, Livelo e C6 Átomos.

PNC TotalRewards: benefícios por nível

Nível Saldo mínimo Boost poupança Bônus cartão
Silver US$ 25 mil +10% +5%
Gold US$ 100 mil +15% +20%
Platinum US$ 500 mil +25% +35%

Saldo médio de 90 dias em contas de depósito e investimento. Militares se qualificam automaticamente para Silver. Fonte: PNC

A mecânica do programa de fidelidade do PNC

O TotalRewards considera o saldo médio de 90 dias em contas de depósito e investimento para definir o nível do cliente. Cerca de 20% da base já se qualifica para Silver, Gold ou Platinum; dos 80% restantes, a maioria tem recursos em outros bancos que permitiriam a qualificação. “Estamos apostando que alguns vão mover esse dinheiro para cá”, disse Victoria Dravneek, head de estratégia de fidelidade do PNC. Dravneek ajudou a criar o Preferred Rewards do BofA antes de se juntar ao PNC, onde passou dois anos e meio desenvolvendo o programa.

Após piloto com funcionários em 2025 e lançamento regional em Chicago em fevereiro, o banco expandiu para Dallas-Fort Worth, Flórida e Filadélfia. A inscrição é gratuita e a progressão de nível é automática. “Clientes querem se sentir valorizados e ver valor tangível”, disse Dravneek. O PNC, que recentemente comprou o FirstBank por US$ 4,1 bilhões, reforça com o programa sua estratégia de crescimento no varejo.

Corrida por lealdade: de Wall Street à Faria Lima

O PNC não está sozinho. O Bank of America lança em maio o BofA Rewards, que deve dobrar a base de 11 milhões de membros ao abrir o programa para qualquer cliente com conta corrente, independente do saldo. O Wells Fargo já ampliou benefícios para clientes premier em 2025. “Todas as grandes instituições financeiras estão indo nessa direção”, afirmou Dravneek.

A lógica é simples: com produtos bancários cada vez mais commoditizados, a fidelidade se torna o campo de diferenciação. A mesma dinâmica atinge o Brasil, onde bancos digitais como Nubank (com o Rewards e cashback) e C6 Bank (com o programa Átomos) competem com incumbentes que operam via Livelo e programas de milhagem. A disputa por engajamento e consolidação de relacionamento é estruturalmente a mesma dos dois lados do Atlântico.

O que observar

A migração de programas de fidelidade centrados em cartão de crédito para modelos baseados em relacionamento total (depósitos + investimentos + crédito) sinaliza uma mudança estrutural no varejo bancário. O risco para bancos menores e fintechs é claro: instituições com escala conseguem oferecer benefícios cruzados que players de nicho não conseguem replicar. Para o consumidor, a questão é se a centralização de recursos em um único banco compensa os incentivos de diversificação. Vale acompanhar se o modelo de tiers por saldo médio, que exige concentração, cria atrito com a lógica de Open Finance, que incentiva a portabilidade.

Fontes: Banking DivePNCBanking Dive (BofA Rewards)Let’s Money

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