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Venture CapitalInternacional · Fifth Third

Gestora Portage fecha fundo de US$ 600 mi para fintechs

A canadense Portage fechou o fundo Ventures IV com US$ 600 milhões, atraiu Broadridge e Fifth Third como cotistas e chegou a US$ 7 bilhões sob gestão.

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· 2 min

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Foto de Blogging Guide na Unsplash

A Portage, gestora de venture capital com sede em Toronto, levantou US$ 600 milhões para seu mais novo fundo dedicado a fintech. Broadridge e o Fifth Third Bank entraram como novos cotistas estratégicos, e o fechamento final elevou o patrimônio sob gestão da firma a US$ 7 bilhões.

O fundo Portage Ventures IV em números

Indicador Valor
Captação do fundo US$ 600 milhões
Patrimônio sob gestão da Portage US$ 7 bilhões
Empresas no portfólio mais de 140
Novos cotistas estratégicos Broadridge e Fifth Third Bank

Dados do fechamento final do fundo Portage Ventures IV. Fonte: Finextra

Uma década investindo em fintech

O fechamento final do Portage Ventures IV marca o décimo ano da firma investindo no setor. Braço de investimento da plataforma de gestão de ativos alternativos Sagard, a Portage soma hoje mais de 140 empresas no portfólio, distribuídas pela América do Norte, Europa e outras regiões. O novo fundo vai apoiar fundadores que constroem negócios em áreas como gestão de patrimônio e de ativos, banking, seguros e pagamentos.

O movimento contrasta com o recuo de alguns braços corporativos de investimento: neste ano, o PayPal encerrou seu braço de venture depois de uma década. A Portage seguiu na direção oposta e, no começo do ano, fechou acordo para assumir os ativos de fintech da americana Point72 Ventures, um sinal de consolidação entre gestoras especializadas. O interesse por fintech também aparece em outras frentes do país: outra fintech canadense levantou capital recentemente para acelerar inteligência artificial em cartão corporativo.

Para o CEO da Portage, Adam Felesky, a nova rodada de capital acompanha a corrida das instituições financeiras por tecnologia. “A IA está sendo incorporada aos fluxos de trabalho centrais das instituições financeiras num ritmo que não víamos antes. As instituições que antes se moviam com cautela agora estão investindo rapidamente em modernização, e os fundadores que apoiamos estão construindo a infraestrutura que torna isso possível”, disse Felesky, em tradução livre.

O que observar

O tamanho do fundo e a entrada de cotistas estratégicos ligados a serviços financeiros sinalizam apetite renovado por venture capital especializado em fintech, num ciclo em que gestoras generalistas apertaram o passo. Vale acompanhar se fundos verticais, focados em um único setor, conseguem sustentar o ritmo de aportes enquanto o custo de capital continua alto.

A tese declarada gira em torno da modernização tecnológica dos bancos e seguradoras. A pergunta que fica é se a demanda das instituições financeiras por infraestrutura de inteligência artificial se traduz em receita recorrente para as startups investidas, ou se parte desse investimento fica em pilotos que não escalam. O teste será a velocidade com que essas carteiras mostram empresas em estágio de crescimento, e não apenas em fase inicial.

Fontes: FinextraLet’s MoneyLet’s Money

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