O mercado de capitais brasileiro está prestes a receber uma transformação significativa. A partir de 16 de março de 2026, entra em vigor o programa FÁCIL (Facilitação do Acesso a Capital e Incentivo a Listagens), que vai permitir que pequenas e médias empresas com faturamento anual de até R$ 500 milhões acessem a Bolsa de forma simplificada. A iniciativa da Comissão de Valores Mobiliários conta com implementação pela B3 e promete reduzir custos e burocracia para companhias que buscam alternativas ao crédito bancário tradicional.
Como funciona o regime FÁCIL
O novo regime permite emissões de ações e títulos de dívida corporativa, como debêntures e notas comerciais, com exigências regulatórias mais flexíveis. As empresas participantes poderão apresentar informações financeiras semestralmente, em vez de trimestralmente, e terão acesso a formulários de registro mais enxutos. Segundo o Neofeed, as captações estarão limitadas a R$ 300 milhões agregados em 12 meses.
Para ofertas voltadas a investidores profissionais, as companhias poderão emitir títulos sem contratar coordenadores, reduzindo significativamente os custos de captação. A infraestrutura utilizada será a mesma da B3, garantindo segurança e liquidez aos investidores.








