O CEO da QI Tech, Pedro Mac Dowell, disse que a empresa projeta crescimento de ~80% em 2026 mas avalia que 2027 pode ter uma janela melhor para o IPO. O unicórnio brasileiro de banking as a service processa entre R$ 7 e R$ 9 bilhões por mês em crédito e alcança cerca de 20% da população economicamente ativa do Brasil.
QI TECH: NÚMEROS-CHAVE
| Métrica |
Valor |
| Crescimento projetado 2026 |
~80% |
| Crédito/mês |
R$ 7-9 bi |
| Alcance |
~20% da PEA |
| Secundária |
~US$ 380 mi |
| Prazo de crédito (com IA) |
5 dias → 2 minutos |
IPO descartado para 2026 | Janela possível: 2027
Fonte: Exame
Por que não agora
“Estamos crescendo muito. Mas se fosse hoje, não seria o melhor momento para um IPO. A gente enxerga que 2027 pode ter uma janela melhor”, disse Mac Dowell à Exame. A empresa realizou uma secundária de ~US$ 380 milhões, dando liquidez aos fundadores sem pressão de IPO imediato. “Quando o empreendedor consegue fazer uma secundária, passa a ter mais liberdade para tomar risco”, explicou.
A máquina de crédito
A QI Tech fornece infraestrutura de BaaS que permite empresas oferecerem crédito e produtos financeiros sem licença bancária própria. Com IA, a empresa reduziu o tempo de processamento de crédito de 5 dias para 2 minutos. “A tecnologia é meio. Ela não é fim. Ela aumenta a capacidade das pessoas”, disse o CEO.
Recentemente, a empresa lançou consignado as a service, processando R$ 2 bilhões por mês só nessa modalidade. O primeiro trimestre de 2026 já registrou crescimento de 20%, consistente com a projeção de ~80% para o ano.
O que observar
Com R$ 7-9 bilhões mensais em crédito, a QI Tech opera em escala de banco grande com modelo asset-light. A regulação do BaaS que o BC vem pavimentando pode tanto fortalecer quanto restringir o modelo. Vale acompanhar se a janela de 2027 se confirma e como o PicPay (já listado na Nasdaq) precifica o benchmark para fintechs brasileiras no exterior.
Fontes: Exame • Let’s Money: QI Tech consignado as a service • Let’s Money: Regulação do BaaS