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ExpansãoFintech · China

QI Tech inaugura seu primeiro escritório na China

A QI Tech abre seu primeiro escritório na China após anos atendendo clientes asiáticos que operam no Brasil, como a Bettr, da Ant International.

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· 3 min

Atualizado em

Pedro Mac Dowell, fundador e CEO da QI Tech

A QI Tech, empresa de infraestrutura para serviços financeiros, inaugurou seu primeiro escritório na China. A nova estrutura estabelece uma base física da companhia na Ásia para acelerar o atendimento aos clientes da região e ampliar a oferta de soluções no mercado asiático.

A abertura ocorre após anos de relacionamento da empresa com companhias asiáticas que operam no Brasil. A QI Tech já atende grandes grupos da região, incluindo a Bettr, braço financeiro da Ant International, com infraestrutura financeira para diferentes modelos de negócio.

As frentes que a empresa informa

Frente O que a companhia diz
Escritório na China Primeira base física na Ásia; começa por inteligência de mercado e marca
Escritório no Uruguai Aberto há cerca de dois meses, como polo de atendimento à América Latina
Vertical Risk Solutions Reconhecimento facial e prova de vida, onboarding digital, antifraude e motores de crédito
Setor automotivo Financiamento de veículos e crédito com garantia veicular

Frentes informadas pela empresa. Fonte: QI Tech

Do avião para a base permanente

Até então, o relacionamento com os clientes asiáticos era conduzido majoritariamente a partir do Brasil e por meio de viagens recorrentes das equipes à Ásia. A expansão da base de clientes e a necessidade de maior proximidade durante integrações e no desenvolvimento de novos produtos levaram a companhia a estabelecer uma estrutura permanente na China.

“Já trabalhamos com empresas asiáticas há bastante tempo e percebemos que estar fisicamente próximo faz diferença. A presença na China nos permite acompanhar nossos clientes no mesmo fuso, acelerar integrações, desenvolver novas soluções em conjunto e aprofundar um relacionamento que já construímos no Brasil”, afirma Pedro Mac Dowell, fundador e CEO da QI Tech.

Risk Solutions como ponta de lança

Segundo Mac Dowell, o primeiro passo será voltado à inteligência de mercado e à disseminação da marca no território, abrindo caminho para uma possível expansão das operações no futuro, movimento em que a vertical Risk Solutions poderá ter papel fundamental. A vertical reúne soluções de reconhecimento facial e prova de vida, onboarding digital, prevenção a fraudes e motores de crédito.

“O Brasil nos obrigou a desenvolver soluções muito robustas para problemas complexos. Hoje, clientes asiáticos já utilizam parte dessa tecnologia em suas operações no Brasil, e a presença local abre uma nova oportunidade para levar esse conhecimento a outros mercados”, explica Mac Dowell.

Montadoras chinesas abrem a segunda frente

A presença na China também aproxima a QI Tech de empresas asiáticas interessadas em ampliar suas operações no Brasil. Uma das frentes prioritárias é o setor automotivo, vertical em que a companhia passou a atuar recentemente com infraestrutura para financiamento de veículos e crédito com garantia veicular. Em julho de 2026, a empresa entrou no financiamento de veículos com a Autobanking. O movimento acompanha a expansão de montadoras e empresas chinesas no mercado brasileiro e abre espaço para operações com fabricantes, concessionárias, locadoras e outros originadores de crédito.

Além da China, a companhia também olha para a América Latina: há cerca de dois meses abriu um escritório no Uruguai, que funciona como polo de atendimento à região. Em março de 2026, a empresa já havia dito que projetava crescer 80% no ano e descartava abrir capital antes de 2027.

A QI Tech foi a primeira empresa a obter a licença de sociedade de crédito direto concedida pelo Banco Central e conta com uma distribuidora de títulos chancelada pela Comissão de Valores Mobiliários. Recebeu investimentos de fundos como GIC, General Atlantic e Across Capital. Em 2025, foi reconhecida pela ANBIMA como a maior administradora e custodiante de fundos de investimento em direitos creditórios do país, com R$ 182 bilhões sob administração.

O que observar

O movimento interessa a quem acompanha a exportação de tecnologia financeira brasileira e a quem opera crédito ligado ao comércio com a Ásia. Vale acompanhar dois pontos: a estrutura começa por inteligência de mercado e marca, sem operação financeira local declarada, e a própria empresa fala em possível expansão futura, não em oferta já disponível no país. O próximo sinal virá do primeiro contrato fechado a partir da nova base.

Fontes: QI TechLet’s Money: QI Tech e o financiamento de veículosLet’s Money: QI Tech projeta crescer 80% em 2026

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