A Rede, adquirente do Itaú, ganhou 5 pontos percentuais em número de usuários e assumiu a liderança isolada em volume transacionado em janeiro de 2026, segundo relatório do UBS BB. O avanço reforça uma tese que está redesenhando o mercado de pagamentos: adquirentes integradas a ecossistemas bancários estão ganhando terreno sobre as independentes.
▮▮▮▮▮▮▮▮▮▮▮▮▮▮ Cielo 28% (+2 p.p.)
▮▮▮▮▮▮▮▮▮▮▮▮▮ PagBank 26% (+2 p.p.)
▮▮▮▮▮▮▮▮▮▮▮▮▮ Rede 25% (+5 p.p.) ⬆
▮▮▮▮▮▮▮▮▮▮▮ Stone 22% (-2 p.p.)
▮▮▮▮▮▮▮ Mercado Pago 14% (+3 p.p.)
▮▮▮▮▮ GetNet 9% (-3 p.p.)
Por volume transacionado:
▮▮▮▮▮▮▮▮▮ Rede 18% ⬆ LÍDER
▮▮▮▮▮▮▮▮▮ Cielo 17%
▮▮▮▮▮▮▮▮▮ PagBank 17%
▮▮▮▮▮▮▮▮ Stone 15% (-2 p.p.)
▮▮▮▮▮ Mercado Pago 9% (+2 p.p.)
▮▮▮ GetNet 5% (-2 p.p.)
Fonte: UBS BB
A estratégia de pacote integrado que puxa a Rede
Os analistas Kaio Prato, Camila Azevedo, Bruno Kenji e Thiago Batista, do UBS BB, apontam que “os bancos estão fortalecendo seu papel como canal de distribuição fundamental, refletindo iniciativas da Rede e da Cielo para promover ofertas integradas.” O Itaú oferece a Rede como parte de um pacote com conta, crédito e gestão financeira, algo que adquirentes independentes não conseguem replicar. A Stone, que demitiu 370 funcionários em reestruturação recente, perdeu 2 pontos percentuais tanto em usuários quanto em volume, com valor de mercado de US$ 3,6 bilhões.
O Mercado Pago também avançou, saltando de 7% para 9% em volume entre dezembro de 2024 e janeiro de 2026. A pesquisa do UBS BB mostra que 73% dos usuários do Mercado Pago utilizam outros produtos financeiros da plataforma, o que sugere um ecossistema integrado de outra natureza: não bancário, mas centrado em marketplace. O Mercado Pago já supera o Nubank em satisfação de clientes, o que pode explicar a adesão crescente.








