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Rede avança e lidera volume transacionado entre adquirentes

Adquirente do Itaú ganhou 5 pontos em usuários e lidera volume em janeiro. Contas digitais independentes caem de 46% para 40%, segundo UBS BB.

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A Rede, adquirente do Itaú, ganhou 5 pontos percentuais em número de usuários e assumiu a liderança isolada em volume transacionado em janeiro de 2026, segundo relatório do UBS BB. O avanço reforça uma tese que está redesenhando o mercado de pagamentos: adquirentes integradas a ecossistemas bancários estão ganhando terreno sobre as independentes.

MARKET SHARE ADQUIRENTES, JANEIRO 2026Por número de usuários:
▮▮▮▮▮▮▮▮▮▮▮▮▮▮ Cielo 28% (+2 p.p.)
▮▮▮▮▮▮▮▮▮▮▮▮▮ PagBank 26% (+2 p.p.)
▮▮▮▮▮▮▮▮▮▮▮▮▮ Rede 25% (+5 p.p.) ⬆
▮▮▮▮▮▮▮▮▮▮▮ Stone 22% (-2 p.p.)
▮▮▮▮▮▮▮ Mercado Pago 14% (+3 p.p.)
▮▮▮▮▮ GetNet 9% (-3 p.p.)

Por volume transacionado:
▮▮▮▮▮▮▮▮▮ Rede 18% ⬆ LÍDER
▮▮▮▮▮▮▮▮▮ Cielo 17%
▮▮▮▮▮▮▮▮▮ PagBank 17%
▮▮▮▮▮▮▮▮ Stone 15% (-2 p.p.)
▮▮▮▮▮ Mercado Pago 9% (+2 p.p.)
▮▮▮ GetNet 5% (-2 p.p.)

Fonte: UBS BB

A estratégia de pacote integrado que puxa a Rede

Os analistas Kaio Prato, Camila Azevedo, Bruno Kenji e Thiago Batista, do UBS BB, apontam que “os bancos estão fortalecendo seu papel como canal de distribuição fundamental, refletindo iniciativas da Rede e da Cielo para promover ofertas integradas.” O Itaú oferece a Rede como parte de um pacote com conta, crédito e gestão financeira, algo que adquirentes independentes não conseguem replicar. A Stone, que demitiu 370 funcionários em reestruturação recente, perdeu 2 pontos percentuais tanto em usuários quanto em volume, com valor de mercado de US$ 3,6 bilhões.

O Mercado Pago também avançou, saltando de 7% para 9% em volume entre dezembro de 2024 e janeiro de 2026. A pesquisa do UBS BB mostra que 73% dos usuários do Mercado Pago utilizam outros produtos financeiros da plataforma, o que sugere um ecossistema integrado de outra natureza: não bancário, mas centrado em marketplace. O Mercado Pago já supera o Nubank em satisfação de clientes, o que pode explicar a adesão crescente.

O dado que redefine a competição

O relatório revela uma métrica estrutural: as contas digitais independentes caíram de 46% para 40% do mercado. O movimento indica que clientes estão migrando de soluções avulsas (conta digital + maquininha separada) para pacotes integrados oferecidos por bancos e fintechs com ecossistema amplo.

No Brasil, ao menos 60 adquirentes e mais de 380 subadquirentes operam no mercado. Mesmo nesse cenário fragmentado, a concentração nos três primeiros jogadores por volume (Rede, Cielo e PagBank, com 52% juntos) mostra que escala continua sendo decisiva. Os lucros combinados de Nubank, XP, Stone, PagBank e Inter superaram R$ 7 bilhões no 3T25, mas a distribuição desigual desse resultado sugere que nem todas as estratégias se sustentam no longo prazo.

O que observar

Se a tendência de pacotes integrados se consolidar, adquirentes puras enfrentarão pressão crescente para se reinventar. A Stone, maior independente do mercado, já vinha diversificando com crédito e banking, mas a perda de market share sugere que o ritmo de integração não acompanha o dos bancos. A GetNet (Santander), em queda de 3 pontos, também não parece se beneficiar da mesma lógica de pacote que a Rede.

Vale acompanhar o próximo trimestre: se a Rede mantiver a liderança em volume, o mercado pode estar diante de uma mudança estrutural em que sobreviver fora de um ecossistema bancário ou de marketplace será cada vez mais difícil. Mercado Pago e Nubank, que lideram a expansão de crédito, podem ser os dois modelos alternativos que sobrevivem ao lado dos bancos.

Fontes: NeoFeed · Finsiders Brasil

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