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CriptoCripto · Nik Storonsky

Revolut lança cartão físico de cripto com tema Dogecoin

Primeiro cartão físico de cripto da Revolut chega ao UK e EEA com tema Dogecoin e LED; fintech reportou lucro de US$ 2,3 bi em 2025.

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· 3 min

Atualizado em

A Revolut lançou o primeiro cartão de débito físico para criptomoedas, com design temático de Dogecoin e visor LED integrado que se ativa em transações por aproximação, disponível para clientes no Reino Unido e no Espaço Econômico Europeu, sem taxas de câmbio adicionais cobradas pela fintech.

Revolut: resultados financeiros 2025

Indicador Resultado
Receita total US$ 6 bilhões
Lucro US$ 2,3 bilhões
Receita de assinaturas US$ 936 mi (+67%)
Receita de pagamentos com cartão US$ 1,3 bi (+45%)
Crescimento de clientes nos EUA +230%

Resultados financeiros da Revolut em 2025, conforme reportados pela fintech. Fonte: PYMNTS

Sem taxas extras, com LED integrado

O cartão converte criptoativos para a moeda de liquidação do estabelecimento no momento da compra, a taxas de câmbio em tempo real. A Revolut afirmou, em publicação no X, que não cobrará taxas de câmbio adicionais, embora as transações sigam sujeitas a impostos. O produto é compatível com todos os estabelecimentos que aceitam Visa e Mastercard e estará disponível no UK e no EEA, com exceção de Hungria, Suíça e Portugal.

O lançamento acontece em linha com uma tendência de alta no setor: as transações diárias com cartões de criptomoedas ultrapassaram a marca de 100.000 em diversas ocasiões recentes, segundo dados do The Block. Crypto.com, Coinbase e Binance já operam cartões de cripto próprios, mas sem o vínculo com uma licença bancária plena que a Revolut agora possui. A empresa também integrou recentemente a rede Polygon para remessas e staking, ampliando a camada de infraestrutura cripto além do cartão.

Banco no UK, licença nos EUA, IPO bilionário

O cartão é um componente de uma expansão mais ampla. A Revolut, que obteve licença bancária no Reino Unido em março de 2026, também busca uma licença bancária nos Estados Unidos. Analistas apontam que a aprovação americana pode viabilizar, futuramente, o lançamento de uma stablecoin em conformidade regulatória.

Nos resultados de 2025, a fintech reportou lucro de US$ 2,3 bilhões sobre receita de US$ 6 bilhões. A receita de assinaturas avançou 67%, para US$ 936 milhões, e a de pagamentos com cartão subiu 45%, para US$ 1,3 bilhão. A base de clientes nos EUA cresceu 230%. O desempenho embasa a meta interna de avaliação entre US$ 150 bilhões e US$ 200 bilhões para eventual IPO, um salto em relação à última rodada privada, de US$ 75 bilhões. O CEO Nik Storonsky indicou que a abertura de capital é improvável antes de 2028, citando a necessidade de consolidar confiança junto a investidores institucionais públicos. O tema foi abordado pelo Let’s Money quando a fintech sinalizou a meta de US$ 150 bi.

O que observar

O lançamento de um cartão físico de cripto por uma fintech com licença bancária britânica representa verticalização: o usuário passa a gastar criptoativos com a infraestrutura convencional de cartões sem aplicativo adicional. Para as corretoras de ativos digitais que já operam cartões virtuais, a pressão competitiva cresce à medida que instituições regulamentadas entram no mesmo espaço com estrutura de custódia integrada à conta bancária.

O cruzamento com a busca por licença bancária nos EUA é o ponto de médio prazo mais relevante. Se aprovada, pode viabilizar a emissão de uma stablecoin própria em mercado regulado, posicionando a companhia como emissora, custodiante e distribuidora de criptoativos sem depender de parceiros bancários terceiros. Vale acompanhar também a lacuna entre a avaliação interna para o IPO (até US$ 200 bilhões) e a última rodada privada (US$ 75 bilhões): a liderança sinalizou que a abertura de capital não deve ocorrer antes de 2028, o que deixa dois anos para que os indicadores sustentem, ou contradigam, a expectativa de crescimento embutida no valuation-alvo.

Fontes: PYMNTSThe BlockLet’s Money

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