Ir para o conteúdo

IPORodadas e M&A · Banco digital

Revolut mira IPO a US$ 150 bi, o dobro do valor atual

Revolut mira IPO a US$ 150 bi em dois anos, dobro dos US$ 75 bi atuais. CEO Storonsky aponta Wall Street como destino preferido da fintech britânica.

por

· 3 min

Atualizado em

A Revolut, que opera no Brasil desde 2023, mira um IPO em dois anos com avaliação de US$ 150 bilhões, o dobro dos US$ 75 bilhões atuais. Nessa marca, a fintech britânica valeria mais do que Barclays, Deutsche Bank e Société Générale somados.

Os números que sustentam a meta de US$ 150 bi

Indicador Valor
Receita 2025 US$ 6 bi
Lucro bruto 2025 US$ 2,3 bi
Linhas de produto >£100 mi ao ano 11
Valuation atual US$ 75 bi
Meta para IPO US$ 150 bi
Horizonte declarado 2 anos

Indicadores financeiros de 2025 e meta anunciada de IPO. Fonte: Finextra

Os números por trás da meta do IPO

A fintech reportou no mês passado lucro bruto recorde de US$ 2,3 bilhões em 2025, com receita de US$ 6 bilhões. A plataforma multiengine da companhia hoje tem 11 linhas de produto que ultrapassam £100 milhões em receita anual cada. O salto de valuation projetado vem depois de um secondary share sale concluído em novembro de 2025, quando a Revolut saiu dos US$ 45 bilhões para os US$ 75 bilhões em rodada liderada por Coatue, Greenoaks, Dragoneer e Fidelity, com participação de Andreessen Horowitz, Franklin Templeton e NVentures.

“Somos um banco e, para um banco, é superimportante ter confiança”, disse o CEO Nik Storonsky em entrevista à Bloomberg TV, reproduzida pela Finextra. “Empresas públicas são mais confiáveis do que as privadas.” Em dezembro, o executivo apontou Wall Street como destino preferido da abertura de capital, citando a liquidez mais profunda e a aplicação em curso pela licença bancária nos Estados Unidos.

O elo brasileiro e a disputa com bancos digitais locais

No Brasil, a Revolut opera desde maio de 2023 com licença de Sociedade de Crédito Direto. Em março, o Let’s Money reportou que a fintech mira licença de banco múltiplo para competir diretamente com Nubank e Inter, após a base brasileira crescer cerca de 150% em clientes entre 2023 e 2024. A ofensiva global acompanha a tese de expansão de produto: a empresa lançou um assistente de IA para gerenciar finanças por conversa e entrou em contratação global para disputar o espaço da Deel, em linha com a estratégia de virar um super-app financeiro antes do IPO.

O que observar

A janela de dois anos coloca pressão em três frentes. A primeira é a licença bancária nos Estados Unidos, ainda em análise; sem ela, a narrativa de “banco global” enfrenta limites operacionais em Wall Street. A segunda é o ritmo de maturação das linhas de produto acima de £100 milhões em receita anual, porque investidores de equity tipicamente exigem margem operacional consistente antes de precificar uma fintech em patamar próximo de US$ 150 bilhões. A terceira é a expansão fora da Europa, especialmente em mercados como Brasil e Índia, onde neobanks locais competem com custo de aquisição mais baixo e marca consolidada. Também vale observar se novos secondary share sales vão precificar a companhia em níveis próximos da meta antes do próprio IPO, como caminho de validação de preço junto aos investidores institucionais.

Fontes: FinextraRevolut NewsroomBanking Dive

Compartilhar essa notícia

Let's News

Entenda o dinheiro antes do mercado.

Ao assinar, você concorda com a política de privacidade.

Sem spam. Cancele quando quiser.

Mais notíciasNotícias
Ver a editoria

Mais artigos de Notícias

Let's News

Ao assinar, você concorda com a política de privacidade.

Sem spam. Cancele quando quiser.