A Revolut protocolou pedido de licença bancária nos Estados Unidos junto aos órgãos reguladores federais. A fintech britânica solicitou autorização ao Office of the Comptroller of the Currency e à Federal Deposit Insurance Corporation para obter uma carta bancária nacional. A mudança de estratégia abandona o plano inicial de comprar uma instituição financeira local, aproveitando o ambiente regulatório mais flexível sob o governo Trump.
Novo CEO para liderar operação americana
Para comandar a expansão, a Revolut nomeou Cetin Duransoy como CEO nos Estados Unidos. Ele substitui Sid Jajodia, que permanece na empresa como diretor global de banking. Duransoy traz mais de duas décadas de experiência em tecnologia, pagamentos e finanças. Antes de assumir o cargo, atuou como CEO nos EUA da plataforma de investimentos Raisin e ocupou posições de liderança no Capital One e na Visa.
Segundo o Finextra, o cofundador e CEO da Revolut, Nik Storonsky, destacou que os Estados Unidos representam um pilar fundamental na estratégia global de crescimento. Ele afirmou que a licença bancária é um marco importante rumo à construção da primeira plataforma bancária verdadeiramente global. A autorização permitirá à fintech controle direto para inovar mais rapidamente e expandir sua base de usuários americanos.
Caso aprovada, a licença bancária oferecerá à Revolut acesso direto aos sistemas de pagamento e novas fontes de receita a partir de operações com cartões e crédito. Além disso, a empresa busca expandir para 30 novos mercados até 2030 e alcançar 100 milhões de clientes até meados de 2027. Recentemente, a fintech lançou operações bancárias no México, obteve licença de pagamentos na Índia e nos Emirados Árabes Unidos, além de inaugurar sua nova sede global em Londres.
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