A Revolut abriu no RevPoints duas rotas de milhas aéreas no país: Latam Pass e Smiles, o clube da Gol. Junto, plugou ao aplicativo uma loja de resgates com mais de 25 marcas locais e globais. O movimento reforça a aposta da fintech britânica em disputar tanto o consumo cotidiano quanto as viagens, num momento em que o próprio setor bancário local se reorganiza.
O que a Revolut trouxe ao RevPoints em 30/06
| Item |
Detalhe |
| Parceiros aéreos nacionais |
Latam Pass e Smiles (Gol) |
| Marcas do marketplace |
Mais de 25 (Nike, Airbnb, Uber, iFood, Amazon, entre outras) |
| Base global de usuários |
Mais de 75 milhões no mundo |
| Base Brasil |
Não divulgada pela fintech |
Detalhes anunciados pela Revolut em 30/06/2026. Fonte: Valor Econômico
O que mudou no RevPoints
Foram dois avanços simultâneos. De um lado, a conversão de pontos ganhou os dois maiores clubes aéreos do país como destino. Do outro, o app estreou uma vitrine de recompensas onde o saldo acumulado vira voucher e benefício em nomes como Nike, Airbnb, Uber, iFood e Amazon, entre a lista de mais de 25 parceiros.
“O RevPoints conecta gastos do dia a dia, viagens, câmbio e benefícios em uma única plataforma, e a chegada de Latam Pass e Smiles torna essa proposta ainda mais relevante localmente”, afirmou em nota Glauber Mota, CEO da Revolut no Brasil.
Como isso mexe com a briga da fidelidade no Brasil
A chegada dos programas aéreos ao RevPoints acontece na semana em que a fidelidade bancária tradicional dá sinais de desgaste no Brasil e em que os incumbentes se reorganizam para segurar o cliente. O Santander, por exemplo, anunciou que vai incorporar a subsidiária de fidelidade Esfera, avaliada em R$ 1 bilhão, num movimento societário que ainda depende de assembleia. A Revolut chega ao debate por outro caminho: em vez de comprar rede de fidelidade, ela pluga a sua ao topo de dois clubes de milhas com base instalada no país.
“Estamos construindo o melhor aplicativo para o brasileiro usar no Brasil e no exterior, combinando preço justo, tecnologia, segurança e benefícios reais”, diz Mota. A empresa não divulga a base local, mas informou ao Valor que soma mais de 75 milhões de clientes no mundo. O anúncio se soma a uma sequência de movimentos da fintech no país: o BTG avaliou a companhia como possivelmente 2 vezes maior que o Nubank em bolsa, o Visa Click to Pay foi ativado nos cartões e Paulo Guedes entrou no conselho consultivo brasileiro.
O que observar
A leitura interessante é se um clube de pontos de fintech internacional consegue, em pouco tempo, replicar a densidade de rede de parceiros dos programas dos bancões incumbentes, historicamente construída em anos. Vale acompanhar a velocidade com que novos nomes entram na vitrine de resgates, se a troca por milhas dos grandes clubes nacionais mantém competitividade nas taxas praticadas, e se as plataformas de fidelidade dos bancos tradicionais respondem com renegociação de contratos aéreos ou apostas em novas classes de benefício. O ponto operacional para o consumidor é se a nova ponte reduz de fato o custo total de acumular e trocar pontos, ou se apenas amplia a vitrine.
Fontes: Valor Econômico • Melhores Destinos • Pontos pra Voar