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Cofundador e CTO da Revolut deixa o cargo em julho

Vlad Yatsenko, cofundador e CTO da Revolut, deixa o cargo em julho e vai para o conselho. Donato Lucia assume engenharia antes do IPO previsto para 2028.

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· 2 min

Atualizado em

brunocoelho / Shutterstock.com

Vlad Yatsenko, cofundador e diretor de tecnologia (CTO) da Revolut, deixará o cargo executivo em julho e passa a ocupar um assento como diretor não executivo no conselho da fintech britânica. Donato Lucia, atual chefe de tecnologia, assume como vice-presidente de tecnologia. O movimento acontece a cerca de dois anos do IPO previsto pela casa.

A transição na engenharia da Revolut

Item Detalhe
Quem sai Vlad Yatsenko, CTO e cofundador
Novo cargo de Yatsenko Diretor não executivo do conselho
Sucessor Donato Lucia, vice-presidente de tecnologia
Lucia na Revolut desde 2018, como engenheiro de software sênior
Promoção anterior de Lucia Chefe de tecnologia em abril de 2025
Data efetiva Julho de 2026

Pontos da transição divulgados pela Revolut em comunicado. Fonte: Valor

Yatsenko, o primeiro engenheiro da Revolut

Yatsenko entrou na Revolut como primeiro funcionário, um ano antes de o cofundador e CEO Nik Storonsky lançar a empresa. Liderou a equipe de engenharia na construção da infraestrutura interna usada em produtos como pagamentos em moeda estrangeira e a rede Revolut Pay. Em comunicado divulgado pela casa, afirmou: “Estou satisfeito com esta decisão, pois a Revolut cresceu de uma startup jovem e ambiciosa para uma empresa global madura e de grande impacto”. A nova função no conselho dá a ele papel de supervisão estratégica e aconselhamento técnico, segundo a empresa.

Lucia assume engenharia antes do IPO

Donato Lucia ingressou na Revolut em 2018 como engenheiro de software sênior, segundo o perfil dele no LinkedIn citado pelo Valor. Foi promovido a chefe de tecnologia em abril de 2025 e agora passa a vice-presidente de tecnologia da fintech, com responsabilidade pela infraestrutura central do banco digital.

A transição acontece num momento estratégico para a casa. A Revolut fechou 2025 com US$ 6 bilhões em receita e US$ 1,7 bilhão em lucro líquido, e mira IPO em 2028 com valuation entre US$ 150 bilhões e US$ 200 bilhões. Em paralelo, a casa aprofunda a presença em mercados-chave: a lista de espera de 450 mil indianos pelo beta na Índia e a aposta em IA na detecção de fraude são duas frentes que dependem diretamente do time de engenharia.

O que observar

A pergunta editorial é se transições na liderança técnica de fintechs maduras mexem no ritmo das frentes-chave antes do IPO, como expansão em mercados regulatoriamente densos, integração entre cripto e cartão de débito e modernização do stack para bases na casa das dezenas de milhões de clientes. Vale acompanhar como conselhos de fintechs em fase pré-listing equilibram fundadores e executivos de carreira, e que sinais novas rodadas secundárias dão ao mercado sobre o cronograma do IPO em valuations elevados.

Fontes: ValorBloombergRevolut

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