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Inteligência artificialCripto · Agentes de IA

Ripple amplia recursos de IA em tesouraria corporativa

A expansão do GSmart leva IA governada por políticas à tesouraria, com recursos para previsão, liquidez, risco e conciliação sob controle humano.

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· 3 min

Bernardo Ramonfaur / Shutterstock.com

A Ripple ampliou o GSmart, o pacote de inteligência artificial embutido em seu produto de tesouraria, com novos recursos para previsão, liquidez, risco, conciliação e relatórios. O movimento mira um problema declarado pela própria empresa: só 13% das companhias acreditam ter a governança adequada para agentes de IA.

A distância entre adotar e governar IA

Indicador Dado
Agentes de IA por empresa da Fortune 500 até 2028 (projeção do Gartner citada pela Ripple) mais de 150 mil
Empresas que consideram ter governança adequada para agentes de IA 13%

Dados sobre adoção e governança de agentes de IA citados pela Ripple. Fonte: PYMNTS

Uma IA que opera dentro das regras da empresa

Tesouraria é a área que cuida da gestão de caixa e liquidez das companhias, e é nela que o GSmart passa a atuar com mais funções. Segundo a Ripple, o sistema integra a inteligência artificial às políticas, aos dados e às rotinas das equipes financeiras, e a expansão acrescenta recursos governados por políticas para previsão, liquidez, risco, conciliação e relatórios.

O desenho central, descrito pela empresa, separa o cálculo financeiro da interpretação por IA. Motores determinísticos executam as contas por trás das decisões, enquanto a inteligência artificial lê as políticas, identifica padrões e explica recomendações, com a aprovação de cada ação financeira mantida nas mãos das equipes de tesouraria. “Todo CFO está sob pressão para adotar IA, mas é igualmente responsável por garantir que cada decisão financeira seja explicável, governada e em conformidade”, disse Renaat Ver Eecke, vice-presidente sênior da Ripple Treasury.

Governança vira o gargalo da adoção de agentes

A aposta responde a um descompasso que a própria Ripple destaca. Citando projeção do Gartner, a empresa afirma que a média das companhias da Fortune 500 pode chegar a mais de 150 mil agentes de IA em uso até 2028, enquanto poucas se sentem preparadas para controlá-los. A companhia, que vem ampliando sua oferta para empresas e recentemente lançou swaps de ações dos EUA e ativos digitais, posiciona o GSmart como resposta a esse risco.

A governança de IA no setor financeiro também está no radar dos reguladores. No Brasil, o Banco Central vê risco de concentração em fornecedores de IA e a CVM mira o uso da tecnologia na supervisão do mercado de capitais, discussão que coloca controle e auditoria no centro da corrida pela adoção.

O que observar

O ponto a acompanhar é se a promessa de manter humanos no controle resiste à pressão por autonomia. Modelos que separam o cálculo determinístico da interpretação por IA tendem a facilitar a auditoria, mas o teste real é operacional: quanto do fluxo de tesouraria as empresas vão delegar a agentes antes de a governança amadurecer.

Com a adoção de agentes correndo mais rápido que os controles, áreas financeiras e de risco terão de definir trilhas de auditoria e alçadas de aprovação. Vale acompanhar como esse arranjo evolui em setores regulados, onde autoridades como o Banco Central já observam a dependência de poucos fornecedores de tecnologia.

Fontes: PYMNTSLet’s Money

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