A Ramp lançou o Router, que distribui chamadas de IA entre modelos de oito provedores numa única API, grátis até o fim de 2026 e só nos Estados Unidos. A empresa que vendia visibilidade sobre o gasto de IA agora quer ser o trilho por onde esse gasto passa, movimento que o cartão corporativo brasileiro ainda não fez.
O gasto com IA que a Ramp já media
| Indicador entre clientes da Ramp | Número |
|---|---|
| Alta do custo com IA desde junho de 2025 | 20,7x |
| Economia mediana com otimização | 5% das despesas |
| Empresas que trocaram por modelo mais barato | 1 em cada 3 |
Dados da Ramp sobre gasto com IA entre seus clientes, divulgados em julho de 2026. Fonte: Let’s Money
O que a Ramp vende no roteador de IA
O Router entrou no ar na noite de quarta-feira, 19 de agosto de 2026, com oito catálogos plugados. Três são americanos de peso, OpenAI, Anthropic e xAI, aos quais se somam a Nvidia e quatro chinesas: DeepSeek, Moonshot, Minimax e Z.ai. O cliente não paga pelo serviço até o fim do ano, mas continua bancando a inferência, e a companhia não disse quanto vai cobrar em 2027. Há um crédito de US$ 26 na estreia.
A peça central são as estratégias de roteamento. Uma manda a requisição para as faixas de uso flexível dos provedores, mais baratas. Outra escolhe o modelo com base em até três benchmarks definidos pelo cliente. Também dá para reservar os modelos caros só aos problemas difíceis. Um painel mostra consumo de tokens, custo, latência e tentativas de fallback.
“O Router envia cada requisição para o modelo que é de fato o melhor para a tarefa e ajuda você a controlar quais tokens compra”, disse Veeral Patel, head de IA aplicada da Ramp. A empresa afirma que roda o roteador internamente há três anos.
Um detalhe merece atenção de quem for testar: por padrão, o Router registra entradas, saídas e chamadas de ferramenta por um ano, com opção de recusa. Segundo a companhia, dados pessoais identificáveis são removidos antes de o conteúdo ser usado para melhorar o produto.








