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IAIA · inteligência artificial

Bancos aceleram IA, mas só 7% têm equipes adaptadas

Estudo da Russell Reynolds mostra que 71% mais organizações financeiras aceleraram o uso de IA no último ano, mas só 7% dos líderes veem equipes bem-adaptadas.

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Shutterstock

Um estudo da Russell Reynolds com lideranças do setor de serviços financeiros aponta que a adoção de inteligência artificial avança mais rápido do que a preparação das equipes. Em um ano, 71% mais organizações do setor, entre bancos e seguradoras, aceleraram o uso de IA generativa no dia a dia, mas apenas 7% dos líderes avaliam que seus times estão bem-adaptados à tecnologia. O quadro ecoa o de instituições que já dão IA às equipes para cortar trabalho manual.

Segundo a consultoria, pouco mais da metade dos líderes confia na capacidade de suas organizações se adaptarem ao ritmo das mudanças. Ao mesmo tempo, 88% reconhecem que a alta liderança precisa evoluir e 91% dizem que algum nível de transformação é necessário nas áreas corporativas.

A lacuna de IA no setor financeiro

Indicador Dado
Organizações que aceleraram IA em 1 ano 71% a mais
Líderes que veem equipes bem-adaptadas 7%
Dizem que a alta liderança precisa evoluir 88%
Relatam ganho de produtividade 57%

Dados do estudo. Fonte: Russell Reynolds

Onde a força de trabalho fica para trás

A adoção de IA já traz benefícios relatados pelos líderes, como maior produtividade (57%), capacidades ampliadas (57%) e melhoria na qualidade dos processos internos (41%). Mesmo assim, 15% acreditam que suas equipes de gestão exigem uma reformulação completa. Segundo o estudo, os gestores que conduzem a transformação de forma eficaz combinam adaptabilidade, fluência em dados, alta capacidade de aprendizado e o papel de promotores da cultura.

“O investimento em IA exige intervenções direcionadas em competências, mentalidade e treinamento. Para superar essa lacuna, as organizações precisam promover ações focadas no aprimoramento de habilidades, na requalificação de profissionais e em uma cultura de adaptabilidade […]. O estudo mostra que são as instituições financeiras que valorizam o elemento humano na mudança que vão definir e liderar o futuro”, afirma Fernando Machado, sócio-diretor e líder de Práticas Financeiras da Russell Reynolds.

O risco para o pensamento crítico

O estudo chama atenção para o efeito da automação sobre o julgamento profissional. Se antes os líderes desenvolviam esse julgamento por meio de análises e tarefas rotineiras, hoje boa parte desse trabalho está sendo automatizada. Segundo a consultoria, quando os profissionais dependem excessivamente da IA para o pensamento generativo, o engajamento diminui e a retenção de conhecimento cai.

O que observar

O estudo interessa a quem acompanha a distância entre investir em IA e preparar as pessoas para usá-la no setor financeiro. Vale acompanhar se os programas de requalificação acompanham o ritmo da adoção e como as instituições equilibram automação e desenvolvimento do julgamento humano, para não trocar ganho de produtividade por perda de repertório.

Fontes: Russell ReynoldsLet’s Money: CIBC dá IA a assessores e corta metade do trabalho manualLet’s Money: Mambu lança 3 camadas de IA agêntica para o core bancário

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