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PagamentosInternacional · Europa

Fintech britânica Ryft capta £20 mi para Europa e EUA

A Ryft, plataforma de infraestrutura de pagamentos de Manchester (Reino Unido), captou £20 milhões em Série B e prepara expansão para Europa e EUA.

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· 3 min

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A Ryft, plataforma de infraestrutura de pagamentos sediada em Manchester, no Reino Unido, captou £20 milhões em uma rodada Série B para financiar a chegada à Europa continental e aos Estados Unidos. O aporte foi liderado pela Gresham House Ventures, com participação de Pembroke VCT e Ingenii Capital, e vem depois de uma Série A de £5,7 milhões fechada em 2025.

O que a Ryft construiu no Reino Unido

Fundada em 2021 por Sadra Hosseini e Alex Mackenzie, a empresa nasceu de uma experiência anterior da dupla, que criou e vendeu um aplicativo de pedidos por celular voltado a pubs e bares e enxergou uma lacuna no mercado de microtransações e repasses rápidos. Hoje a Ryft desenvolve tecnologia de pagamentos para marketplaces, plataformas e negócios com várias lojas.

O produto se propõe a resolver, por meio de uma única integração, o fluxo completo por trás desse tipo de operação: cadastro de vendedores, cobrança recorrente, pagamentos divididos automaticamente entre as partes e repasses transfronteiriços. É o tipo de camada que, no Brasil, aparece nos bastidores de plataformas de e-commerce e aplicativos que precisam receber de compradores e pagar diversos vendedores na mesma transação.

A Ryft em números

Item Dado
Sede Manchester, Reino Unido
Fundação 2021, por Sadra Hosseini e Alex Mackenzie
Série B £20 milhões, liderada pela Gresham House Ventures
Série A anterior £5,7 milhões, em 2025
Empresas usuárias Mais de 6.500
Volume processado Triplicou nos últimos 12 meses
Expansão Licença europeia pedida na Malta Financial Services Authority

Dados da rodada e da operação da Ryft. Fonte: Finextra

Números e o salto para Europa e EUA

A tração doméstica sustenta a expansão. Segundo a Finextra, a Ryft triplicou o volume processado nos últimos 12 meses, e mais de 6.500 empresas já usam seu sistema de pagamentos, entre elas Epos Now, Chaiwalla, o Disasters Emergency Committee, Daytrip e Sprive. O aporte se soma a uma sequência de rodadas em fintechs de pagamentos, como a captação recente da Split Pay nos Estados Unidos.

Com o dinheiro em caixa, a empresa mira os dois mercados ao mesmo tempo. Na Europa, já apresentou pedido de licença completa junto à Malta Financial Services Authority, o regulador financeiro do país que costuma servir de porta de entrada para atuar em todo o bloco europeu. “Esta rodada de investimento significa que podemos levar o que construímos no Reino Unido para novos mercados europeus e competir no cenário global”, disse Sadra Hosseini, CEO da Ryft, em tradução livre. Para ele, os pagamentos foram dominados por um pequeno número de incumbentes por muito tempo, um mercado em que novas plataformas desafiam Stripe e Adyen.

O que observar

A disputa aqui é por uma camada pouco visível, mas cara de construir: a infraestrutura que orquestra cadastro de vendedores, divisão de valores e repasses internacionais para marketplaces e negócios com muitas unidades. Vale acompanhar se provedores independentes conseguem transformar volume processado em margem antes de esbarrar nos incumbentes que já dominam essa camada. A obtenção de uma licença única no bloco europeu é o teste seguinte: ela decide se a promessa de operar em vários países vira produto de fato ou permanece no papel, e em que prazo o custo de compliance de entrar em cada mercado se paga.

Fontes: Finextra

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