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Identidade DigitalOpen Finance · Itaú

Santander e 5 bancos do UK criam verificação digital de ID

Santander e cinco grandes bancos do Reino Unido criam um serviço de verificação digital de identidade com consentimento, no modelo do Open Finance.

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· 3 min

Atualizado em

Divulgação

O Santander e mais 5 dos maiores bancos do Reino Unido se uniram para desenvolver um serviço de verificação digital de identidade liderado pelo setor financeiro. O cliente comprovaria nome, idade ou endereço pelo próprio app do banco, sem enviar passaporte ou conta de luz, no mesmo princípio de consentimento que move o Open Finance no Brasil.

As fases do serviço de verificação digital

Fase Status
Prova de conceito (com dados sintéticos) Concluída
Piloto real em ambiente controlado Próximos meses
Chamada por participantes (varejo, plataformas) Aberta

Fases do serviço de verificação digital liderado por bancos no Reino Unido. Fonte: Finextra

Como a verificação digital vai funcionar

A UK Finance, entidade que representa o setor, apoia Barclays, HSBC, Lloyds Banking Group, Nationwide Building Society, NatWest Group e Santander no projeto. A coordenação técnica fica com a Select ID, um provedor de orquestração certificado dentro do DVS Trust Framework, o arcabouço britânico de serviços de verificação digital. A informação verificada, como nome, idade ou endereço, seria compartilhada com um terceiro só com consentimento explícito do cliente a cada uso.

Os casos de uso incluem compras online, comprovação de idade e identidade em plataformas, transações imobiliárias e abertura de conta, sem precisar mostrar documentos físicos. O serviço é voluntário e separado do programa de identidade digital do governo, voltado ao setor privado e ao varejo. “O setor de serviços financeiros está em posição ideal para entregar um serviço de verificação digital seguro e confiável”, disse Jana Mackintosh, managing director de pagamentos e inovação da UK Finance.

Por que isso ecoa no Brasil

A lógica é a mesma que sustenta o Open Finance brasileiro: dado verificado compartilhado entre instituições sob consentimento do cliente. E o problema que o serviço ataca é grande por aqui. As tentativas de fraude de identidade cresceram 36,6% no primeiro trimestre de 2026, segundo a Serasa.

O mercado brasileiro também aposta em identidade como infraestrutura. A Serasa Experian comprou a IDwall por R$ 400 milhões para reforçar verificação digital, enquanto bancos buscam onboarding mais rápido, no caminho que levou o Citi a cortar o KYC de uma hora para 15 minutos com IA. O Santander, presente nos dois mercados, é ponte natural entre os dois movimentos.

O que observar

O ponto central é quem se torna a camada de identidade da economia digital. Quando bancos assumem a verificação, o ativo deixa de ser só o documento e passa a ser o relacionamento de confiança que a instituição já tem com o cliente. Vale acompanhar se varejistas e plataformas digitais adotam um trilho liderado por bancos ou preferem provedores independentes de identidade, já que a escolha define quem captura o dado e a receita da verificação.

A pergunta operacional é o atrito do consentimento. Pedir autorização explícita a cada transação protege o usuário, mas pode travar a conversão se a experiência não for fluida, o mesmo gargalo que o Open Finance enfrenta na adoção. Se o modelo reduzir fraude sem adicionar etapas perceptíveis, tende a virar referência para reguladores e mercados que discutem identidade reutilizável, incluindo o brasileiro.

Fontes: FinextraCity AMLet’s MoneyLet’s MoneyLet’s Money

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