O Santander anunciou a compra do Webster Bank por US$ 12,2 bilhões. Com a aquisição, o grupo espanhol assume uma posição de destaque no mercado financeiro americano: entra para o top 10 em ativos e o top 5 em depósitos nos estados-chave do Nordeste dos EUA. A expectativa é que a operação impulsione o retorno sobre capital (RoTE) para 18% até 2028 no país — hoje, um dos principais vetores de crescimento do grupo.
A aposta americana do Santander
A compra da Webster é estratégica. Ela complementa a operação do Santander nos EUA, unindo seu braço de financiamento ao consumo com a força comercial e a base de depósitos da Webster. O resultado é uma plataforma mais equilibrada, capaz de competir com os grandes do varejo bancário americano.
Combinadas, as instituições terão um balanço de US$ 327 bilhões em ativos, US$ 185 bilhões em crédito e US$ 172 bilhões em depósitos. A operação melhora também o índice de crédito sobre depósitos — de 109% para 100% — e reduz custos de captação, um desafio crônico para bancos estrangeiros nos EUA.
Outro dado-chave: a fusão deve gerar sinergias de US$ 800 milhões até 2028, e reduzir a razão de eficiência para menos de 40%, colocando o banco entre os três mais eficientes entre os 25 maiores do país.








