Ir para o conteúdo

CréditoCrédito · Ana Botín

Santander exposto a colapso da MFS no Reino Unido

Ana Botín compara perdas em crédito a queimaduras de águas-vivas e sugere que banco foi afetado pela falência britânica

por

· 2 min

Atualizado em

O Santander exposto à falência da empresa britânica Market Financial Solutions (MFS) sofreu impacto em sua carteira de crédito, segundo indicou a presidente executiva do banco, Ana Botín. Em entrevista à Bloomberg TV na terça-feira, ela usou uma metáfora inusitada para explicar perdas inevitáveis no setor de empréstimos.

Botín comparou as perdas em crédito problemático a queimaduras causadas por águas-vivas no mar. A executiva citou o CEO do JPMorgan, Jamie Dimon, que descreveu os riscos persistentes nos mercados de crédito como “baratas”. Porém, ela preferiu sua própria analogia marítima.

Colapso da MFS atinge credores

A Market Financial Solutions entrou em colapso administrativo no mês passado, em meio a alegações de irregularidades financeiras graves. Entre as acusações está a suposta duplicação de ativos, prática que mina a confiança no sistema de garantias. Segundo a Bloomberg Línea, alguns credores alertaram que poderia haver um déficit de US$ 1,24 bilhão na garantia de seus empréstimos.

Embora Botín não tenha confirmado diretamente o prejuízo, fontes familiarizadas com o assunto revelaram que o Santander estava entre as várias instituições financeiras expostas à empresa britânica. A executiva, no entanto, minimizou o impacto ao afirmar que perdas ocasionais fazem parte do negócio bancário.

Controles de risco em questão

O colapso da MFS segue outras falências relevantes no mercado de crédito. No ano passado, o fornecedor de autopeças norte-americano First Brands Group e o credor de subprime Tricolor Holdings também quebraram. Esses eventos motivaram o comentário de Dimon sobre as “baratas” e levantaram dúvidas sobre padrões de subscrição e controles de risco.

Botín defendeu a postura do Santander ao afirmar que o banco adota medidas de proteção rigorosas antes de conceder empréstimos. “Você não sai e simplesmente vai para o mar. Não, você é muito cuidadoso. Você coloca alguma proteção”, disse a executiva, reforçando que a instituição mantém critérios rígidos mesmo diante de riscos inevitáveis.

Para mais informações sobre gestão de risco e crédito no setor financeiro, confira as matérias sobre regulação bancária no Let’s Money.

Compartilhar essa notícia

Let's News

Entenda o dinheiro antes do mercado.

Ao assinar, você concorda com a política de privacidade.

Sem spam. Cancele quando quiser.

Mais notíciasNotícias
Ver a editoria

Mais artigos de Notícias

Let's News

Ao assinar, você concorda com a política de privacidade.

Sem spam. Cancele quando quiser.