O Santander exposto à falência da empresa britânica Market Financial Solutions (MFS) sofreu impacto em sua carteira de crédito, segundo indicou a presidente executiva do banco, Ana Botín. Em entrevista à Bloomberg TV na terça-feira, ela usou uma metáfora inusitada para explicar perdas inevitáveis no setor de empréstimos.
Botín comparou as perdas em crédito problemático a queimaduras causadas por águas-vivas no mar. A executiva citou o CEO do JPMorgan, Jamie Dimon, que descreveu os riscos persistentes nos mercados de crédito como “baratas”. Porém, ela preferiu sua própria analogia marítima.
Colapso da MFS atinge credores
A Market Financial Solutions entrou em colapso administrativo no mês passado, em meio a alegações de irregularidades financeiras graves. Entre as acusações está a suposta duplicação de ativos, prática que mina a confiança no sistema de garantias. Segundo a Bloomberg Línea, alguns credores alertaram que poderia haver um déficit de US$ 1,24 bilhão na garantia de seus empréstimos.
Embora Botín não tenha confirmado diretamente o prejuízo, fontes familiarizadas com o assunto revelaram que o Santander estava entre as várias instituições financeiras expostas à empresa britânica. A executiva, no entanto, minimizou o impacto ao afirmar que perdas ocasionais fazem parte do negócio bancário.








