O Santander lançou nesta terça-feira (14) a pedra fundamental do Campus JK, nova sede do banco no Brasil, com mais de 101 mil m² de área construída e inauguração prevista para o segundo semestre de 2028. A cerimônia contou com a presença da presidente global do grupo, Ana Botín, e do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, e foi enquadrada pelo banco como uma demonstração de confiança no mercado brasileiro de longo prazo.
O novo complexo ocupa um terreno de cerca de 15 mil m² em uma quadra inteira da Avenida Presidente Juscelino Kubitschek, no Itaim Bibi, a aproximadamente 1,5 km da sede atual do banco. O projeto é desenvolvido pela GTIS Partners, tem a Racional Engenharia como responsável pelas obras e almeja certificação LEED Platinum, um dos padrões mais exigentes de sustentabilidade edilícia.
Campus JK em números
| Item | Detalhe |
|---|---|
| Área construída | + 101 mil m² |
| Terreno | + 15 mil m² (quadra inteira) |
| Endereço | Av. Presidente Juscelino Kubitschek, Itaim Bibi, São Paulo |
| Distância da sede atual | ~ 1,5 km |
| Desenvolvedor | GTIS Partners |
| Construção | Racional Engenharia |
| Certificação buscada | LEED Platinum |
| Inauguração prevista | 2° semestre de 2028 |
O recado de Ana Botín
Na cerimônia, o grupo reforçou a narrativa de que o Brasil continua sendo um dos mercados estratégicos centrais. “Este projeto é uma demonstração clara da nossa confiança no Brasil e no seu futuro. O país é um dos pilares estruturais do grupo e um dos nossos principais polos globais de inovação”, registrou a companhia no anúncio do lançamento. O prefeito Ricardo Nunes, por sua vez, comentou o projeto do ponto de vista municipal: “É muito importante para São Paulo participar deste investimento do Santander. Não se trata só de uma construção física, é um novo paradigma que dará um ambiente mais agradável aos seus colaboradores”.
A definição do Brasil como “pilar estrutural” tem lastro nos números recentes. No acumulado de 2025, o Santander Brasil reportou lucro líquido gerencial de R$ 15,6 bilhões, alta de 12,6% em relação a 2024, com ROE do 4T25 em 17,6%, o maior patamar em quatro anos. O trimestre marcou o melhor lucro líquido trimestral desde o período anterior ao ciclo de alta de juros. O banco é o terceiro maior privado do país por lucro, atrás de Itaú e Bradesco, que juntos aos três compuseram R$ 87,1 bilhões de lucro acumulado no ano.








