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SegurançaSegurança · Banco Santander

Santander: site falso e WhatsApp lideram golpes contestados

Site falso, golpe do WhatsApp e fraudes em redes sociais lideraram as contestações de clientes do Santander no primeiro semestre de 2026, segundo o banco.

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Shutterstock

Os golpes de engenharia social ficaram mais elaborados e personalizados, e o Santander abriu quais chegam com mais frequência aos seus canais de reclamação. O ranking do banco aponta o site falso no topo, seguido pelos golpes que circulam no WhatsApp e pelas fraudes disparadas em redes sociais, as modalidades que mais motivaram contestações de clientes na primeira metade de 2026. O retrato vem da base do próprio Santander, não de uma medida do mercado nacional.

Nas ocorrências relatadas, criminosos exploram os canais de relacionamento do banco: passam-se por gerentes em mensagens de WhatsApp e chegam a copiar ofertas da instituição em páginas fraudulentas para extrair dados ou induzir transferências. A leitura conversa com o alerta de outras entidades do setor, que já tratam a engenharia social como frente crítica dos golpes financeiros.

Os cinco golpes mais contestados por clientes do Santander no 1º semestre de 2026

# Golpe Como funciona
1 Site falso Páginas que imitam lojas, bancos e serviços legítimos para enganar o usuário
2 Golpe do WhatsApp Perfis falsos com foto de conhecidos pedem transferência via Pix alegando emergência
3 Redes sociais Invasão de perfis reais para disparar ofertas falsas aos seguidores
4 Falso investimento Ofertas muito lucrativas de quem se passa por funcionário de banco ou corretora
5 Falsa central Atendimento simulado que pede transações ou dados para desfazer uma falsa movimentação suspeita

Ranking dos cinco golpes mais contestados por clientes do Santander no primeiro semestre de 2026. Fonte: Santander

Falsa central ganha roteiro novo

O banco também destaca a evolução do golpe da falsa central. Agora os criminosos abordam a vítima pelo WhatsApp, pedem uma verificação de identidade e chegam a avisar que o ID Santander teria sido bloqueado ou que faltam checagens de segurança, um roteiro que aumenta a chance de a fraude dar certo. Para a instituição, a modalidade mistura discurso convincente, dados reais da vítima e uma encenação de atendimento oficial, o que dificulta a identificação.

Proteção no momento da decisão

Para Leandro Granja, CISO do Santander, essas fraudes se multiplicaram e cresceram em alcance, e o ponto mais delicado é dar suporte a quem está prestes a autorizar a transação sob pressão emocional. “Por isso, o Santander passou a atuar também no momento exato da decisão do cliente, com alertas preventivos durante transações sensíveis e mecanismos adicionais de confirmação de compras e pagamentos. É uma forma de tirar o cliente dessa hipnose e não cair no golpe”, explica.

Entre as defesas descritas pela instituição estão a biometria facial com inteligência artificial na autenticação e avisos dentro dos aplicativos quando surge uma operação estranha em Pix, numa transferência ou num boleto. Há ainda uma etapa extra de confirmação em compras tidas como duvidosas, acionada por WhatsApp, notificação ou mensagem de texto. A ideia é somar uma conferência no ponto em que a vítima está prestes a autorizar o pagamento.

O que observar

O deslocamento dos golpes para canais de conversa e a personalização por dados empurram a prevenção do bloqueio posterior para a fricção no próprio momento da transação. Vale acompanhar se alertas preventivos e confirmações extras em pagamentos instantâneos como o Pix reduzem a taxa de sucesso das abordagens, e como as instituições financeiras equilibram segurança e atrito na jornada do cliente. Golpes que exploram urgência emocional seguem como o ponto mais difícil de barrar apenas por tecnologia.

Fontes: Santander (sala de imprensa)

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