O Santander Brasil perdeu sua economista-chefe nesta segunda-feira (22 de junho de 2026). Ana Paula Vescovi sai do banco depois de sete anos comandando os Estudos Econômicos, equipe que produz os cenários internos sobre Selic, IPCA, câmbio e dívida pública. A função passa a ser acumulada por Sandro Sobral, atualmente à frente da Gestão Financeira da operação brasileira. O destino da economista após a saída não foi informado.
O anúncio veio em comunicado interno divulgado pelo banco em 22 de junho de 2026, segundo a reportagem da Bloomberg Línea. A economista também compartilhou a decisão em texto no LinkedIn, citando o cenário pandêmico, o retorno inflacionário global e o aperto monetário como contextos marcantes da sua passagem na instituição. “Não havia manual para navegar esse ambiente. Justamente por isso, foi um período tão rico em aprendizado”, escreveu. “Os ciclos mudam. O aprendizado permanece.”
Como Vescovi chegou ao banco vindo do setor público
A chegada de Vescovi ao Santander ocorreu em julho de 2019, depois de uma trajetória concentrada no setor público brasileiro. Sua função mais sênior foi a de número um do Tesouro Nacional. Antes disso, havia ocupado o posto de número dois da Fazenda federal. Em estatais e empresas mistas, presidiu o conselho da Caixa, assim como o do IRB, e teve cadeira no board da Eletrobras. Esteve também à frente da Secretaria de Fazenda no estado capixaba.
Em agosto do ano passado, em entrevista também à Bloomberg Línea, a economista havia antecipado dois movimentos para 2026. O ciclo de baixa da taxa básica começaria já no primeiro trimestre, e o gasto público em ano eleitoral funcionaria como contrapeso à intensidade dessa queda. No comunicado de saída, o banco afirmou que “ao longo desse período, Ana Paula contribuiu para o fortalecimento da análise econômica da instituição, liderando a produção de estudos e cenários em um contexto marcado por importantes transformações econômicas no Brasil e no mundo”.








