O setor de seguros, previdência complementar aberta e capitalização registrou R$ 106,18 bilhões em receitas no primeiro trimestre de 2026, segundo dados da Susep antecipados ao Valor. O seguro de vida foi o destaque, com alta de 11,63% nominal e 6,58% em termos reais no período, alta bem acima da inflação.
Setor de seguros: 1T26 vs 1T25
| Segmento | Receitas (R$ bi) | Var. nominal | Var. real |
|---|---|---|---|
| Seguros de danos e pessoas (excl. VGBL) | R$ 55,72 bi | +6,65% | n.d. |
| Seguro auto | R$ 15,08 bi | +6,13% | +1,87% |
| Seguro de vida | n.d. | +11,63% | +6,58% |
| Total setor supervisionado | R$ 106,18 bi | +0,76% | n.d. |
Dados do 1T26 do setor supervisionado (n.d. = não divulgado pela fonte). Fonte: Valor Econômico
Vida cresce o dobro do auto em termos reais
Nos seguros de danos e pessoas, excluindo o VGBL, as receitas totalizaram R$ 55,72 bilhões no trimestre, alta nominal de 6,65% frente ao mesmo período de 2025. Dentro desse grupo, o seguro auto atingiu R$ 15,08 bilhões em prêmios, com expansão nominal de 6,13% e real de apenas 1,87%. Já o seguro de vida cresceu 11,63% em termos nominais e 6,58% em termos reais no período, uma diferença relevante: vida se expande bem acima da inflação; auto, apenas marginal.
A arrecadação de contribuições superou o pagamento de benefícios e resgates dos produtos de acumulação em R$ 6,31 bilhões no trimestre, saldo positivo que indica entrada líquida nos produtos de longo prazo. Ao mesmo tempo, R$ 7,45 bilhões dos prêmios emitidos foram cedidos em resseguro, valor que representa 13,4% do total do segmento de danos e pessoas.
O movimento ocorre enquanto insurtechs voltadas ao seguro de vida recebem aportes crescentes no Brasil. Em março, a Azos captou R$ 125 milhões para expandir a oferta de seguro de vida com IA, apostando exatamente na demanda crescente que os dados da Susep agora confirmam. No mesmo mês, avaliações do mercado apontaram que a Bradesco Seguros pode valer até R$ 130 bilhões, indicativo do tamanho do prêmio em disputa no setor.








