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M&AFintech · Idwall

Com 17 aquisições em 6 anos, Serasa segue às compras

Serasa Experian conclui a compra da idwall, soma quase R$ 2,5 bi em 17 aquisições desde 2020 e avalia novos alvos em fraude, crédito, agro e saúde.

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A Serasa Experian fechou a compra da idwall e chegou a 17 aquisições em 6 anos, movimento que consumiu perto de R$ 2,5 bilhões desde 2020, segundo o Valor. O CEO Valdemir Bertolo afirma que a empresa continua garimpando alvos em antifraude, risco de crédito, agro e saúde.

A esteira de aquisições da Serasa

A operação mais recente acabou de ser concluída: a idwall, de verificação de identidade e onboarding digital, foi anunciada em maio de 2026, com conclusão condicionada ao aval do Cade, e custou R$ 430 milhões. Antes veio a ClearSale, cheque de quase R$ 2 bilhões que resultou no fechamento de capital da empresa de antifraude. “Não sei se podemos dizer que nosso ecossistema está completo. Estamos sempre de olhos e ouvidos abertos a novas oportunidades”, disse Bertolo ao Valor.

Digerir tanta compra em sequência é um desafio que o próprio executivo admite, com a ressalva de que cada aquisição atacou uma frente diferente. “Óbvio que tem que harmonizar tecnologia, orquestrar produtos, mas aqui dentro foram operações em segmentos distintos. No setor agrícola, por exemplo, não tínhamos quase nada e compramos a Agrosatélite”, afirmou. Fora do M&A tradicional, existe ainda um braço de corporate venture capital com cheques de até R$ 50 milhões, voltado a startups de três frentes: identidade reutilizável, biometria multimodal e comércio agêntico.

A máquina de compras da Serasa Experian

Aquisições desde 2020 17
Investimento acumulado Quase R$ 2,5 bilhões
idwall (concluída agora) R$ 430 milhões
ClearSale Quase R$ 2 bilhões
Corporate venture capital Até R$ 50 milhões

Aquisições e investimentos da Serasa Experian desde 2020. Fonte: Valor Econômico

Brasil, segundo maior mercado da Experian

O fôlego para comprar vem da holding Experian, listada na Bolsa de Londres, e do peso da operação local no grupo: o Brasil ocupa a segunda posição global, superado só pelos Estados Unidos, com o Reino Unido logo atrás. No exercício fiscal fechado em março de 2026, a receita brasileira somou US$ 1,146 bilhão, avanço de 22,4% em um ano. E o quadro de pessoal mais que dobrou na gestão de Bertolo, iniciada em março de 2020: são 6,7 mil pessoas hoje, ante 2,5 mil na largada.

A onda recente de megavazamentos e ataques cibernéticos no mercado brasileiro reforçou a aposta da companhia em segurança digital e combate à fraude. No primeiro trimestre de 2026, as tentativas de fraude de identidade digital cresceram 36,6% no Brasil, aponta levantamento da própria Serasa. “Quando a gente constrói uma solução à prova de fraudes aqui, ela certamente terá aderência em outros mercados”, disse Eric Dhaese, executivo que lidera as frentes de autenticação e antifraude na empresa.

O que observar

A consolidação concentra dados sensíveis e camadas de antifraude em poucos grupos, e vale acompanhar como autoridades de proteção de dados e de concorrência vão tratar essa concentração à medida que bureaus de crédito avançam sobre startups de identidade digital. Para fundadores, a presença de compradores com caixa muda o cálculo de saída num mercado em que os múltiplos, depois dos exageros do ciclo anterior, voltaram a níveis mais racionais. A pergunta operacional é se a integração de operações tão distintas entrega um portfólio unificado, e se o registro de recebíveis se consolida como o próximo campo de disputa entre infraestruturas de crédito.

Fontes: Valor EconômicoBloomberg LíneaLet’s Money Podcast: O Estado do Open Finance com a Sensedia

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