Em julho de 2026, 8,92 milhões de consumidores estavam negativados ao mesmo tempo em fintechs de crédito e em instituições tradicionais. No fim de 2019, esse contingente somava apenas 1,96 milhão. A fatia que o grupo ocupa entre os inadimplentes das instituições financeiras saltou de 6,4%, no começo da série, para 16,5% agora, ou cerca de um em cada seis. O levantamento é da Serasa Experian.
Quem deve a banco e a fintech ao mesmo tempo
| Indicador | Grupo com dívida simultânea |
|---|---|
| Pessoas negativadas nos dois lados | 8,92 mi em jul/2026 (1,96 mi em dez/2019) |
| Fatia dos inadimplentes em instituições financeiras | 16,5% (era 6,4%) |
| Valor médio das dívidas financeiras | R$ 7.963 |
| Só instituições tradicionais | R$ 5.753 |
| Só fintechs | R$ 1.026 |
| Dívidas por pessoa | 4,18 (subiu de 3,26); média geral de 4,15 |
Perfil da dívida dupla em bancos e fintechs. Fonte: Serasa Experian
O recorte é estreito e vale repetir: os 16,5% não medem o total de brasileiros nem o sistema inteiro. É a parcela de quem já está inadimplente perante instituições financeiras e carrega, ao mesmo tempo, pendências nos dois universos. Em números absolutos, seis anos e sete meses depois do início da série, o grupo mais que quadruplicou.
Dívidas mais altas e mais espalhadas
Quem acumula pendências nos dois lados também deve mais. Em média, esse público carrega R$ 7.963 em débitos financeiros, o maior valor entre os perfis analisados. Quem só tem conta atrasada em fintech aparece com R$ 1.026, e quem deve exclusivamente a bancos e financeiras tradicionais, R$ 5.753. A diferença entre as três faixas sugere que a dupla exposição concentra os casos de maior comprometimento.
A dispersão das obrigações reforça o ponto. Nesse grupo, cada pessoa carregava em média 4,18 contratos negativados, ante 3,26 anos atrás. O número supera a régua geral do mercado, de 4,15 dívidas por inadimplente, sinal de que o público que transita entre os dois mundos passou a acumular mais operações por indivíduo.








