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Banco central de Singapura põe S$ 220 mi em inovação fintech

O banco central de Singapura vai investir S$ 220 milhões em três anos na quarta fase do programa de inovação financeira FSTI 4.0, com meta de 1.000 estágios.

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O banco central de Singapura comprometeu S$ 220 milhões, em dólares de Singapura, com a quarta fase do programa público de tecnologia e inovação do setor financeiro do país. O valor será aplicado em três anos e fica S$ 70 milhões acima do que a autoridade destinou ao ciclo anterior do programa.

O anúncio é de 31 de agosto de 2026 e saiu em nome da Monetary Authority of Singapore (MAS), banco central e regulador financeiro integrado da cidade-Estado. A verba vai para o Financial Sector Technology and Innovation Scheme, agora na quarta edição, o FSTI 4.0. Na conversão publicada pela Finextra, o compromisso equivale a US$ 173 milhões.

O compromisso financeiro de cada fase

Fase Compromisso
FSTI 1.0 (2015 a 2020) S$ 225 milhões em cinco anos
FSTI 2.0 (2020 a 2023) S$ 250 milhões em três anos
FSTI 3.0 (2023 a 2026) S$ 150 milhões em três anos
FSTI 4.0 (anunciado em 2026) S$ 220 milhões em três anos

Valores em dólares de Singapura. Fontes: anexo da Monetary Authority of Singapore e comunicado do FSTI 4.0

As seis trilhas do novo ciclo de fintech em Singapura

O comunicado lista quatro objetivos: ancorar e escalar a inovação no país, acelerar a adoção de tecnologias financeiras, construir infraestrutura para o setor e apoiar a formação de talento. A execução foi dividida em seis trilhas. A de mão de obra cofinancia bolsas de estágio e traz um portal novo, o fintechinternships.sg, gerido pela Singapore FinTech Association. A meta declarada é apoiar pelo menos 1.000 vagas de estágio em três anos.

Outra trilha banca projetos de instituições financeiras e de fintechs sediadas no país em tecnologias de fronteira, com foco em inteligência artificial, registro distribuído e tecnologia quântica. O dinheiro não se restringe às fintechs. Uma terceira apoia soluções de IA prontas para o mercado, listadas na plataforma PathFin.ai, da mesma autoridade que em março de 2026 publicou um toolkit de gestão de risco em IA para bancos. As demais tratam de infraestrutura, centros de excelência e prêmios.

“Com a IA e outras tecnologias de fronteira emergindo, queremos capturar novas oportunidades de crescimento”, afirmou Gan Kim Yong, vice-primeiro-ministro e ministro do Comércio e Indústria e presidente do conselho da MAS, em briefing à imprensa no dia do anúncio, em tradução livre.

O tamanho do programa mudou a cada rodada desde 2015

O FSTI existe desde 2015 e já passou por três fases. A primeira, entre 2015 e 2020, teve S$ 225 milhões em cinco anos. A segunda, entre 2020 e 2023, foi a maior até aqui, com S$ 250 milhões. A terceira, entre 2023 e 2026, ficou em S$ 150 milhões, o menor valor dos três.

O país sustenta hoje mais de 1.800 fintechs, que empregam perto de 10.000 profissionais em tecnologia, dados, inteligência artificial, compliance, cibersegurança e áreas de negócio, segundo o comunicado. Os investimentos em fintech no país somaram S$ 2,9 bilhões em 2025. A cidade-Estado também vem atraindo estruturas técnicas de bancos globais: em julho de 2026, o HSBC anunciou um centro global de IA em Singapura com a Mistral. A corrida pelo rótulo de polo de fintech não é só asiática: outro candidato é o país que quer virar o hub de fintech da África.

O que observar

Programas públicos de fomento à inovação financeira costumam ser julgados menos pelo tamanho do cheque e mais pela taxa de conversão entre piloto e produção. Vale acompanhar se as trilhas de talento e de infraestrutura compartilhada seguram a base de empresas do centro financeiro nos três anos, ou se a verba se concentra em poucos projetos de maturação longa.

Há também uma pergunta operacional. Quando dinheiro público mira adoção de inteligência artificial dentro de instituições financeiras, o gargalo tende a estar menos no acesso à ferramenta e mais no tempo de integração e na governança do modelo. Se a fila de estágios se materializar, o primeiro sinal mensurável tende a aparecer no custo de contratar perfis técnicos.

Fontes: FinextraMonetary Authority of SingaporeAsiaOne

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