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SIX e Twint entram em teste de stablecoin do franco suíço

Bolsa suíça SIX e o app de pagamentos Twint entram no projeto do stablecoin CHFD, que testa o franco suíço digital em sandbox até o fim de 2026.

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· 3 min

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Shutterstock

A bolsa suíça SIX e o serviço de pagamentos móveis Twint entraram no projeto de stablecoin de franco suíço promovido por seis grandes bancos do país. A dupla adiciona experiência em infraestrutura de mercado e pagamentos digitais no momento em que o programa entra na fase de testes, com o CHFD funcionando dentro de um ambiente controlado.

Um stablecoin é uma criptomoeda desenhada para manter valor estável, atrelada a uma moeda ou ativo de referência. O CHFD mantém paridade de 1 para 1 com o franco suíço (1 CHFD = 1 CHF). Os experimentos rodam em um sandbox regulatório, um espaço de testes fechado em que as empresas ensaiam aplicações sem colocá-las em produção no mercado.

Projeto do CHFD: da criação aos testes

Marco Detalhe
Abril de 2026 Anúncio por 6 bancos e a Swiss Stablecoin AG
Fim de junho CHFD ativo no sandbox, paridade 1 para 1
Setembro SIX e Twint entram, total de 9 empresas
Fim de 2026 Prazo previsto para a fase de testes

Cronologia do projeto CHFD. Fonte: Finextra

Como o franco digital chegou à fase de testes

O projeto foi anunciado em abril de 2026 pelos bancos UBS, PostFinance, Sygnum, Raiffeisen, ZKB e BCV, que trabalham com a Swiss Stablecoin AG para avaliar potenciais casos de uso. O CHFD está tecnicamente ativo no sandbox desde o fim de junho, e a plataforma é operada pela CHFD Infrastructure AG, subsidiária da Swiss Stablecoin AG.

Com a chegada da SIX, principal operadora de infraestrutura de mercado do país, e da Twint, carteira de pagamentos muito usada na Suíça, o consórcio passou a reunir nove empresas. O movimento acontece enquanto outros grupos internacionais avançam em iniciativas semelhantes: em julho, o Let’s Money reportou que Citi, Goldman Sachs e UBS preparam uma empresa de stablecoin em dólar, e que esses consórcios miram o modelo de trilhos de Visa e Mastercard.

O foco em pagamentos programáveis

Além de casos já estabelecidos no exterior, como transações automatizadas entre instituições financeiras e liquidação tokenizada de ativos digitais, os parceiros concentram atenção em pagamentos programáveis. Segundo a iniciativa, o grupo vai examinar se e como a programabilidade pode ajudar a reduzir riscos de fraude em marketplaces online, apoiar o acesso a ingressos de eventos e tornar os pagamentos públicos mais eficientes.

A fase de testes deve seguir até o fim de 2026. O debate sobre qual arquitetura sustenta o dinheiro digital, porém, não é consenso: o Banco de Compensações Internacionais defende depósitos tokenizados no lugar de stablecoins como caminho para o sistema financeiro.

O que observar

A entrada de uma operadora de infraestrutura de mercado e de um provedor de pagamentos de varejo desloca o teste do território puramente bancário para a camada onde o dinheiro efetivamente circula. Vale acompanhar se a fase controlada consegue traduzir os casos de pagamentos programáveis em fluxos que reguladores e operadores considerem viáveis fora do ambiente fechado.

A pergunta que fica é quanto do desenho técnico e das exigências operacionais levantadas nos testes vai definir se um stablecoin de moeda nacional compete, complementa ou apenas convive com os projetos de moeda digital de banco central. O prazo de encerramento até o fim de 2026 é o marco natural para medir o que saiu do sandbox.

Fontes: FinextraUBSLet’s MoneyLet’s MoneyLet’s Money

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