A Solaris, fintech alemã com licença bancária plena, cortou 20% do quadro de funcionários, cerca de 80 pessoas, como parte da transformação em “banco AI-native”. O movimento vem três meses após a posse do novo CEO Steffen Jentsch e do aporte do grupo japonês SBI como acionista majoritário, e levanta uma questão que já chega ao mercado brasileiro de BaaS: quanto do back-office de um banco de infraestrutura pode ser substituído por agentes de IA?
Modelo AI-Native da Solaris
| Camada | Antes | Depois (AI-native) |
|---|---|---|
| Processos operacionais | Equipes manuais (~400 pessoas) | Agentes de IA automatizados |
| Controle e governança | Humanos | Humanos (mantido) |
| Plataforma | API-based embedded finance | API-based + IA integrada |
| Lastro | Licença bancária alemã + 10 anos de BaaS + SBI Group (Tóquio) | |
Fonte: Solaris Newsroom
A reestruturação por trás do rebranding
O corte não é o primeiro. Em outubro de 2024, a Solaris já havia demitido um terço do quadro. A sequência de reduções coincide com uma trajetória financeira turbulenta: em novembro de 2024, o SBI Group entrou como investidor de resgate e hoje é acionista majoritário. Steffen Jentsch, que foi CIO e CPO da flatexDEGIRO, assumiu a CEO no final de 2025 após a saída de Carsten Höltkemeyer. Em fevereiro de 2025, a Solaris havia levantado 140 milhões de euros em rodada Série G.
A estratégia declarada é desenvolver, junto ao SBI, a plataforma de embedded finance em infraestrutura financeira pan-europeia, com processos amplamente automatizados por IA. Jentsch escreveu no LinkedIn que a transformação marca um capítulo decisivo e que a empresa precisou se despedir de colegas para seguir adiante. Como o Let’s Money reportou quando a Solaris anunciou a estratégia AI-native, a ambição é ser o primeiro banco europeu a operar nesse modelo.








