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FintechEmbedded Finance · Recebíveis

SolarZ levanta R$ 5,8M e avança em fintech solar

Criatec 4, via Triaxis e Crescera, aporta R$ 5,8M no ERP solar que avança em antecipação de recebíveis e financiamento fotovoltaico.

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· 3 min

Atualizado em

Foto: Divulgação

A SolarZ, energytech sediada em Mossoró (RN), captou R$ 5,8 milhões em rodada liderada pela Triaxis Capital e Crescera Capital via fundo Criatec 4 para consolidar seu ERP solar e avançar em serviços financeiros: antecipação de recebíveis e financiamento de sistemas fotovoltaicos para os integradores conectados à plataforma.

Da gestão ao crédito: o roadmap da SolarZ

Camada O que oferece
Software de gestão Monitoramento de usinas, CRM, gerador de propostas, pós-venda
Pagamentos Já disponível na plataforma
Antecipação de recebíveis Planejada com o novo aporte
Financiamento fotovoltaico Planejado com o novo aporte

Roadmap de produto da SolarZ. Fonte: Startups.com.br

Do monitoramento ao crédito solar

A plataforma já reúne mais de 6 mil clientes, com 11 GW de potência monitorada, 962 mil usinas solares e mais de 1,1 milhão de unidades consumidoras conectadas. Além das ferramentas de gestão operacional, a empresa já oferece módulo de pagamentos, e o novo capital marca a entrada formal nos serviços de crédito.

O movimento segue o padrão de plataformas verticais que usam o relacionamento com a cadeia do setor como ponto de distribuição para serviços financeiros. Redes de supermercados já percorreram trajetória similar, criando fintechs para elevar margem no próprio ecossistema. No setor imobiliário, a CUB levantou R$ 30 mi para escalar gestão de recebíveis com lógica equivalente. O diferencial aqui é a especificidade do ativo: o integrador solar tem recebíveis de contratos de instalação e manutenção previsíveis, que servem como base para antecipação.

“O foco agora é aprofundar a integração entre tecnologia, IA e serviços financeiros para profissionalizar ainda mais os integradores”, afirmou o CEO Thiago Silvano. “Estamos em um momento de consolidar nosso ecossistema para o mercado de energia solar. A ideia é ajudar os integradores a otimizar, acelerar e profissionalizar suas operações, oferecendo soluções de tecnologia que, com apoio de inteligência artificial, tornem essas empresas mais eficientes, mais produtivas e mais preparadas para crescer.”

Tese do investidor e histórico de capital

Para os investidores, a posição estratégica está na capilaridade do ponto de distribuição. “Ela conecta diferentes frentes como tecnologia, operação e financiamento. Esse modelo tem grande capacidade de escala e geração de valor, especialmente em um mercado ainda em consolidação”, afirmou Reinaldo Coelho, sócio da Triaxis. Marina Belo, responsável pela Regional Nordeste do Criatec 4, destacou a proposta integrada: “A SolarZ se destaca por oferecer uma solução completa e integrada para os desafios dos integradores solares, combinando tecnologia e serviços em um mercado que demanda cada vez mais eficiência e profissionalização.”

Antes do Criatec 4, a empresa havia levantado um pré-seed de R$ 1,5 milhão liderado pela DOMO.VC com participação da Bossa Invest, capital que foi usado para expandir funcionalidades do ERP e criar os primeiros módulos financeiros. O novo aporte, portanto, consolida uma tese que já existia no produto desde o início. O debate sobre como o BaaS impulsiona o embedded finance em verticais é central para entender o modelo.

O que observar

A diferença entre SaaS e crédito está na exposição de balanço: enquanto o software escala sem risco de carteira, a operação de antecipação de recebíveis ou financiamento fotovoltaico exige ou um parceiro de crédito estrutural (BaaS, FIDC, banco) ou capital próprio. Uma rodada de R$ 5,8 milhões financia bem a expansão de produto e contratações, mas seria insuficiente para lastrear uma carteira de crédito relevante, o que sugere que a fase fintech depende de parcerias financeiras ainda não anunciadas.

Vale acompanhar como a startup vai estruturar o risco de crédito dos integradores e se a base de dados da plataforma, com histórico de desempenho de usinas e fluxo de caixa dos integradores, será usada como insumo para o modelo de aprovação.

Fontes: Startups.com.brLet’s MoneyLet’s MoneyLet’s Money

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