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StablecoinInternacional · EUA

Dona do PlayStation prepara stablecoin em dólar nos EUA

Sony Bank recebeu aval condicional do regulador dos EUA para criar subsidiária que vai emitir uma stablecoin em dólar, prevista para 2027.

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· 3 min

Atualizado em

Sundry Photography / Shutterstock.com

A dona do PlayStation prepara a própria moeda digital. O Sony Bank, braço financeiro do grupo japonês, recebeu aprovação condicional do regulador dos Estados Unidos para criar uma subsidiária que vai emitir uma stablecoin em dólar. A Connectia Trust nasce com US$ 40 milhões em capital e só deve operar em 2027, após o aval final da autoridade americana.

O plano de stablecoin do Sony Bank

Item Detalhe
Subsidiária Connectia Trust
Capital US$ 40 milhões
Status Aprovação condicional da OCC
Início previsto 2027, após o aval final
Parceiro de infraestrutura Bastion
Uso pretendido Pagar conteúdo Sony (games e filmes)

Plano de stablecoin do Sony Bank, ainda sujeito à aprovação final. Fonte: Finextra

O que a Sony quer com uma stablecoin em dólar

A nova empresa, com sede em Nova York, vai emitir e administrar uma moeda digital lastreada em dólar. Para tocar a operação, o Sony Bank fechou parceria com a Bastion, provedora de infraestrutura regulada para stablecoins, e planeja constituir a subsidiária ainda neste mês.

O plano tem um destino claro dentro do próprio grupo. Desde dezembro de 2025, o banco sinaliza que a moeda poderá ser usada para pagar conteúdo da Sony, como games e filmes, sem depender de cartão de crédito. Ainda assim, nada acontece antes do sinal verde final. “Até que todas as aprovações e demais autorizações, incluindo a aprovação final da OCC, sejam obtidas, nenhuma atividade de negócio, incluindo a emissão de stablecoins, será conduzida”, afirmou a Sony em comunicado (em tradução livre).

A corrida por bancos de stablecoin nos EUA

A Sony chega a um terreno cada vez mais disputado. Nos últimos meses, outras empresas de pagamentos e cripto, como a Bridge (do grupo Stripe), a Paxos e a Circle, também conquistaram aprovações condicionais do mesmo regulador para estruturas de trust bank ligadas a stablecoins. É a mesma autoridade que recentemente deu aval ao Santander para fechar a compra de um banco americano.

Bancos tradicionais também entraram na dança: o Standard Chartered se tornou o primeiro banco global a bancar a emissão e o resgate da USDC. No Brasil, o movimento tem paralelo regulatório: o Banco Central defende tratar a stablecoin de pagamento como moeda, sinal de que o debate sobre moedas digitais privadas atravessou de vez a fronteira entre cripto e sistema financeiro.

O que observar

O ponto de atenção está no formato escolhido: um banco fiduciário regulado, criado do zero, em vez de uma parceria com emissor já existente. Vale acompanhar se grupos de consumo com grandes bases de usuários vão preferir controlar a própria infraestrutura de moeda digital, em vez de terceirizá-la. Se isso se confirmar, a disputa deixa de ser só entre fintechs e emissores especializados e passa a incluir plataformas de entretenimento e varejo com escala global.

A pergunta seguinte é regulatória. Com os reguladores dos Estados Unidos concedendo aprovações condicionais em série, o teste será quantos desses projetos chegam à operação plena e em que prazo. Para o mercado brasileiro, o ponto a observar é como a discussão sobre stablecoins de pagamento evolui por aqui, à medida que o tema ganha tração entre autoridades e grandes emissores lá fora.

Fontes: FinextraCoinDeskLet’s MoneyLet’s Money

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