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Stablecoins atingem US$ 33 tri anuais com B2B dominando adoção corporativa

Relatório da Morph mostra stablecoins com market cap de US$ 312 bilhões e US$ 33 trilhões em volume anual. Pagamentos B2B já são 60% do uso real, com 77% das empresas usando para fornecedores.

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Stablecoins movimentaram US$ 33 trilhões em volume anual de transações e atingiram market cap de US$ 312 bilhões, um salto de 60 vezes desde 2020, segundo relatório da Morph, camada de liquidação para pagamentos onchain. O dado mais relevante para o setor corporativo: pagamentos B2B já representam 60% do volume identificável de stablecoins na economia real.

Stablecoins em pagamentos B2B

Indicador Dado
Market cap US$ 312 bilhões (60x desde 2020)
Volume anual US$ 33 trilhões
Fluxos B2B US$ 226 bilhões (60% do volume real)
B2B mensal (crescimento) <US$ 100 mi/mês (2023) → US$ 6 bi/mês (2025)
Economia corporativa 41% reportam economia de custos ≥10%
Uso principal 77% usam para pagamento a fornecedores

Dados do relatório State of Stablecoins. Fonte: Morph/Fintech Times

De nicho cripto a trilho corporativo

O crescimento mais expressivo está nos pagamentos entre empresas. Segundo dados da plataforma de analytics Artemis citados no relatório, fluxos B2B em stablecoins saltaram de menos de US$ 100 milhões por mês no início de 2023 para mais de US$ 6 bilhões mensais em meados de 2025. Entre as empresas que adotaram stablecoins, 77% citam pagamentos a fornecedores como caso de uso principal, e 41% reportam redução de custos de pelo menos 10%. O volume anual de US$ 33 trilhões já supera o processado por Visa (US$ 15,7 trilhões) e Mastercard (US$ 9,8 trilhões) combinados, embora a comparação exija cautela: analistas apontam que parte significativa do volume ainda envolve transferências entre carteiras, não transações comerciais.

Previsões e provocações

A Morph projeta que o volume anual de liquidação em stablecoins ultrapasse US$ 50 trilhões até o fim de 2026 e que capturem 10% dos pagamentos cross-border globais até 2030, o equivalente a US$ 4 trilhões. Em previsões mais especulativas, o relatório aponta que agentes de IA se tornarão a maior categoria de iniciadores de transações até 2027 e que a Swift será forçada a lançar sua própria camada de liquidação em stablecoins para manter competitividade. “Os dados são claros: não estamos mais em fase piloto. Stablecoins são agora uma necessidade estrutural para tesouraria e procurement modernos”, disse Colin Goltra, CEO da Morph.

O que observar

O salto de US$ 100 milhões para US$ 6 bilhões mensais em B2B em dois anos sinaliza que stablecoins estão deixando de ser experimento e virando infraestrutura. Para tesourarias corporativas, a questão prática é se os trilhos de stablecoins vão se conectar aos sistemas existentes de ERP e compliance sem criar uma camada paralela de gestão. A projeção sobre agentes de IA como principais iniciadores de transações é provocativa, mas aponta um cenário em que automação e liquidação instantânea convergem. Vale acompanhar se reguladores conseguirão enquadrar stablecoins como instrumento de pagamento sem sufocar a vantagem de custo que atrai as empresas.

Fontes: FinextraThe Fintech TimesLet’s Money

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