Ir para o conteúdo

Ativos digitaisInternacional · Drex

Stablecore leva stablecoin a cooperativas dos EUA

Programa da Stablecore com Circuit e Curql deixa cooperativas dos EUA oferecer stablecoin e depósito tokenizado; três iniciais somam US$ 25 bi.

por

· 3 min

Atualizado em

Shutterstock

A Stablecore, em parceria com a Circuit e a Curql, abriu um programa de acesso antecipado que permite a cooperativas de crédito dos EUA oferecer stablecoin e ativos digitais aos membros. As três primeiras instituições somam US$ 25 bilhões em ativos. No Brasil, cooperativas já testam o Real Tokenizado no piloto do Drex.

O que as cooperativas dos EUA poderão oferecer

Item Detalhe
Produtos Stablecoin, depósito tokenizado, Bitcoin, staking, pagamentos em cripto
Lastro do stablecoin 1:1 em caixa
Cooperativas iniciais RBFCU, Stanford FCU, La Capitol FCU
Ativos somados (3 iniciais) US$ 25 bilhões
Início 24/jun/2026

Programa de acesso antecipado de ativos digitais para cooperativas dos EUA. Fonte: crypto.news

O que o programa entrega

A Stablecore opera um núcleo de ativos digitais que integra stablecoin, depósito tokenizado e cripto ao sistema bancário que a instituição já usa. A Circuit, organização de pesquisa e desenvolvimento do setor, e a Curql, coletivo que reúne mais de 160 cooperativas e investidora inicial da Stablecore, dão o suporte. Além da tecnologia, o programa prevê educação para funcionários e membros antes da adoção. As stablecoins envolvidas são lastreadas 1:1 em caixa.

O argumento é de defesa de base. “Ao permitir que cooperativas ofereçam produtos de ativos digitais, estamos ajudando-as a se manter relevantes diante de ameaças competitivas, reter seus depósitos e seguir como o parceiro financeiro principal e de confiança de seus membros”, afirmou Alex Treece, CEO da Stablecore, em tradução livre. A leitura conversa com o movimento de bancos que correm para lançar stablecoin antes que a concorrência o faça.

Cooperativas como linha de frente da tokenização

O caminho não é exclusivo dos EUA. No Brasil, o consórcio de cooperativas financeiras formado por Sicoob, Sicredi, Cresol, Ailos e Unicred participa do piloto do Drex e já fez as primeiras emissões de tokens da moeda digital do Banco Central. O mesmo desenho aparece quando bancos levam o depósito tokenizado a novos mercados.

A aposta de fundo é que instituições comunitárias, antes distantes de cripto, passem a tratar ativos digitais como prateleira de produto, não como aposta especulativa. O debate sobre CBDCs, stablecoins e Drex deixa de ser teórico quando chega ao balcão de quem atende o cliente final.

O que observar

O ator mais impactado não é o gigante bancário, e sim a instituição financeira comunitária que disputa o depósito do cliente sem o orçamento de tecnologia dos grandes. Oferecer stablecoin e ativo tokenizado vira menos uma tese de inovação e mais uma ferramenta de retenção. Vale acompanhar se o uso real migra do teste para casos de receita, como liquidação, remessa e crédito, ou se fica restrito a uma vitrine de modernidade sem volume.

Há ainda a questão do lastro e da custódia: um stablecoin 1:1 em caixa transfere para a instituição a responsabilidade de provar reserva e segurança a cada resgate. No Brasil, onde cooperativas já operam dentro do piloto do Drex, o teste prático será se a infraestrutura pública de tokenização reduz esse custo de confiança ou apenas o desloca para outra camada.

Fontes: Finextracrypto.newsLedger InsightsLet’s MoneyLet’s Money

Compartilhar essa notícia

Let's News

Entenda o dinheiro antes do mercado.

Ao assinar, você concorda com a política de privacidade.

Sem spam. Cancele quando quiser.

Mais notíciasNotícias
Ver a editoria

Mais artigos de Notícias

Let's News

Ao assinar, você concorda com a política de privacidade.

Sem spam. Cancele quando quiser.