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FintechFintech · Banco digital

Stone reposiciona marca para 5 milhões de empreendedores

Stone lança rebranding com a campanha Nasceu pra Empreender e passa a se comunicar como banco de quem empreende, sem mudar a operação.

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· 3 min

Atualizado em

Foto: Divulgação

A Stone apresentou nesta segunda-feira, 20, um rebranding com nova identidade visual e a campanha “Nasceu pra Empreender”. Depois de mais de uma década associada às maquininhas de cartão, a companhia quer que sua base de quase 5 milhões de empreendedores a enxergue como o banco de quem tem um negócio.

O que muda e o que fica no rebranding

Item Detalhe
Posicionamento De maquininha para banco de quem empreende
Campanha “Nasceu pra Empreender”, com Milhem Cortaz no filme principal
O que muda Identidade visual, mensagem e integração entre as soluções
O que não muda A operação, sem mudança estrutural no negócio
Base Quase 5 milhões de empreendedores

Rebranding apresentado pela Stone em julho de 2026. Fonte: Exame

Da maquininha ao pacote completo

Para o diretor de marketing Rodolfo Luz, a nova assinatura apenas dá nome a algo que boa parte da base já sentia. “A Stone nasceu do balcão, do dia a dia de quem vende, e hoje entrega o pacote completo: conta, crédito no ritmo das vendas, rendimento, gestão de funcionários, pagamento no físico e no online, tudo no mesmo lugar. O nosso cliente já enxerga a Stone como uma parceira para o negócio, e o posicionamento como banco traduz essa percepção em uma mensagem mais clara”, explica o executivo.

A companhia faz questão de separar a mudança de marca de uma mudança de operação. “O que muda é a forma como a Stone se apresenta, com uma nova identidade visual, novo posicionamento e uma integração maior entre as soluções do ecossistema. A Stone não passou a ser algo diferente do que era”, afirma Luz. O portfólio hoje inclui conta PJ, crédito de capital de giro, reserva com rendimento, gestão de funcionários e maquininha no celular, além da maquininha física que marcou a origem da marca.

Cortaz e a rotina de quem empreende

O rebranding também redesenha a comunicação. Em vez de vitrine de produtos, o filme principal aposta no dia a dia de quem toca um negócio, com o ator Milhem Cortaz, que é dono de uma padaria em São Paulo e usa a marca, no papel central. A estratégia inclui conteúdos para redes sociais voltados tanto à identificação com os desafios do dia a dia quanto à educação financeira. “É muito comum o empreendedor ser retratado apenas como alguém que supera dificuldades ou resolve tudo sozinho. Isso conta apenas uma parte da história. Empreender também é criar, aprender, formar relações e construir algo que pode atravessar gerações”, afirma Luz.

PME virou território disputado

A tentativa de ser o banco do pequeno negócio coloca a Stone no mesmo terreno que outros players vêm mirando. Nas últimas semanas, a Cora entrou na adquirência com maquininha e Tap to Phone, e a Visa passou a transformar o celular em maquininha para pequenos negócios. O movimento da Stone é de marca, mas o pano de fundo é uma competição crescente por quem controla a relação financeira completa do empreendedor, não só o meio de pagamento.

O que observar

Rebranding que promete “banco de quem empreende” transfere a régua da comunicação para a entrega. Vale acompanhar se a base que hoje chega pelo meio de pagamento passa a usar conta, crédito e gestão no mesmo ecossistema, porque é a adoção cruzada de produtos, e não a nova identidade visual, que sustenta o discurso de banco. Para adquirentes e fintechs que disputam o pequeno negócio, o teste é se marca reforçada acelera a migração de cliente de maquininha para cliente de relacionamento bancário.

Fontes: ExameStoneLet’s Money

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